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Qualquer Ideia Pode Ser Distorcida?

Resposta curta: Sim.

Resposta longa: Primeiro, assista este vídeo.

O que você vê no vídeo é um típico caso de um “cidadão soberano” enfrentando um policial de trânsito. Cidadãos soberanos são pessoas que se declararam isentas da lei do país em que estão porque, pela sua interpretação, a lei e possivelmente o próprio governo é inválido, ou eles não se declararam sob a jurisdição do governo. É uma espécie de moda nos países de língua inglesa.

Para fazer tal feito, eles se municiam de longos e confusos “tratados” em que invocam algum pormenor, algum detalhe, alguma vírgula que seja de algum código legal que eles interpretam como significando que não precisam seguir a lei. Variações incluem dizer (nos EUA) que nada além da constituição vale, ou seja, toda lei que foi escrita depois, inclusive as emendas constitucionais, são fraudes, ou argumentar que o contrato social não pode ser aplicado a quem não voluntariamente se sujeitou a ele. Eles acreditam piamente que dizer certas palavras, ou deixar de dizer certas palavras, ou entregá-las por escrito à uma autoridade os tornará imunes à lei. É a versão burocrática de um encantamento mágico.

Então sim, mesmo um texto extremamente claro, pensado cuidadosamente de forma a não deixar nenhuma brecha para que possa ser desvirtuado, como é o caso da maioria das leis dos países democráticos (pelo menos as leis importantes) pode ser interpretado criativamente para chegar à uma conclusão absurda e obter o efeito desejado, e frequentemente é. O que não significa que a interpretação é válida. Aliás, o número de pessoas que conseguiram ganhar um caso na justiça declarando-se cidadão soberano é exatamente zero.

Este fato, de que qualquer ideia pode ser distorcida, costuma ser usado por apologistas do Islã, ou de qualquer religião na verdade, para dizer que a religião em questão não tem culpa se as pessoas a desvirtuam. Alto lá.

Em primeiro lugar, se o próprio texto sagrado daquela religião, o cânone, endossa os atos de violência que o “radical” (na verdade, seria mais honesto dizer “literalista”) cometeu, então podemos sim dizer que sim a religião é perigosa e sim que ela foi uma causa relevante para aquele crime, mesmo que não seja a única. Se o próprio fundador daquela religião frequentemente cometia os atos que hoje consideramos criminosos, também fica complicado, como é o caso de Maomé.

Se a única coisa que pode ser usada para deter um fiel daquela religião de cometer atos como assassinato é algo externo ao cânone, então a religião em si não é defensável, o máximo que você pode dizer é que “não tem problema se você ignorar da página 1 a 250″. É mais ou menos a defesa que os cristãos fazem da bíblia, quando indagados sobre as diversas passagem que abertamente encorajam a escravidão, a violência contra mulheres, a morte de homossexuais, e tudo o mais que se encontra, em especial, no velho testamento. Normalmente a defesa é alguma variação de “O Novo Testamento foi um mea culpa de Deus” ou “Deus acordou de mau-humor naquele dia”.

O caso do Corão é ainda mais complicado, porque os trechos que incitam o ódio a não muçulmanos (em especial judeus), a matança, o estupro e tudo mais estão polvilhados por todo o texto, de forma extremamente explícita. O Corão (e o Hadith, que também faz parte do cânone) não é tão vago quanto a Bíblia, é uma religião muito mais literal, sempre foi ao longo da história, por isso mesmo há tantos muçulmanos que se abstêm de álcool enquanto tão poucos cristãos fazem o mesmo.

Também é uma péssima defesa dizer que “depende da sua interpretação”, o que se ouve muito também no caso da bíblia e suas muitas metáforas, simbologias e “mistérios”. Meu caro, um texto completamente vago, cuja interpretação é 100% subjetiva, e que não dá nem para dizer se uma está mais certa do que outra, é completamente inútil como guia ético, político, como guia de qualquer coisa na verdade. Se você está usando “algo externo” como parâmetro para decidir o que vale e o que não vale, é este “algo externo” que deveria ser a sua bússola moral. Discutir o que Jesus quis dizer em alguma passagem na Bíblia é exatamente como discutir quem ganharia numa luta do Batman contra Darth Vader.

Mas enquanto um cristão ainda pode convenientemente jogar a carta do “não valeu” ou “você não pode tomar a coisa ao pé da letra”, não há muita coisa que um muçulmano moderado possa dizer a um radical  para convencê-lo de que está agindo errado, não enquanto os dois forem obrigados a concordarem que a palavra de Maomé é absoluta. Então, o cristão moderado é mais ou menos como um advogado astuto procurando brechas na lei para defender seu (obviamente culpado) cliente. Os moderados islâmicos estão no patamar dos cidadãos soberanos.

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… Mas, mas, o Islã de verdade não prega a violência, são só as pessoas que deturpam…

Uma pinoia. Na verdade, quem segue uma versão deturpada do islamismo são os muçulmanos moderados, que são algo como os católicos não praticantes.. E nós devemos nos sentir muito felizes por eles serem assim. O radical islâmico é um religioso devoto, não diferente da velhinha que vai fazer procissão em Aparecida e põe água benta em cima da TV para abençoar, é exatamente a mesma coisa, só que a velhinha não precisa matar.

“Pois vós praticardes vossas luxúrias sobre homens em preferência a
mulheres: vós sois de fato um povo cheio de iniquidade. E atiramos sobre
vós uma chuva de pedras.”
Corão  (7:80-84)              

Se um homem solteiro for flagrado cometendo sodomia, ele será apedrejado até a morte.


Abu Dawood 

– Livro 38, Hadith 4448

O apóstolo de Alá amaldiçoou o homem que se veste de mulher, e a mulher que se veste de homem.

Abu Dawood – Livro 32, Hadith 4087

“Quem quer que você encontre fazendo como o povo de Ló (homossexualidade), mate aquele que faz e aquele a que é feito.”

Ibn Majah – Livro 20, Hadith
2561

“O profeta amaldiçoou homens afeminados (aqueles homens que tem semelhança e assumem as maneiras das mulheres) e as mulheres que assumem as maneiras dos homens, e ele disse ‘Joguem-nos das suas casas’“

Bukhari (72:774)

Sim, tem mais: https://islamreligionofwar.wordpress.com/homosexuality/

https://www.thereligionofpeace.com/pages/quran/homosexuality.aspx

Aí você pode dizer, “mas a bíblia também manda punir os homossexuais”. Bom, eu não sou defensor da Bíblia, que também é um livro estúpido (todos os livros religiosos são), mas algo de diferente deve haver, se os cristãos devotos não estão matando gays. Tem muito menos passagens na bíblia prescrevendo a punição de homossexuais, e estas estão num tom muito menos claro e mais “enigmático”, como aliás são todas as passagens da bíblia, e é exatamente por isso que ela é inútil como guia moral. Intolerância a homossexuais é apenas uma das inúmeras práticas de ódio explicitamente incentivadas pelos textos sagrados do islamismo.

Este sujeito, um clérigo islâmico, não está pregando em alguma cidade empoeirada no Oriente Médio, mas na Flórida, precisamente onde aconteceu o atentado a tiros mais mortífero da história dos EUA. Aliás, os textos do Islã dizem que você deve obediência ao Islã antes da lei do país em que você vive, então é perfeitamente possível se radicalizar mesmo num país secular.

Chega de mentiras, chega de hipocrisia. O Islã é uma religião que não sofreu influência do iluminismo, e que explicitamente prescreve a guerra e subjugo de outros povos, e glorifica o martírio, além da intolerância aos “infiéis”. Veja novamente a tradução que eu fiz sobre os sinais de que uma organização é um culto, o islamismo atende a quase todos os quesitos, inclusive o de proibir membros de saírem. Apostasia (deixar a religião) é considerado um crime passível de morte no islamismo.

Se algum “politicamente correto” começar com essa conversinha mole de que “o Estado Islâmico não é islâmico de verdade”, por favor, interrompa-o e corrija imediatamente, já enjoei de mentira. É verdade que muitas pessoas usam desse fato como desculpa para atacar pessoas inocentes (muçulmanos que não são envolvido com atos de violência), o que é lastimável, mas não é aceitável manter mentiras por este ou qualquer outro motivo.

O instituto Pew Research fez pesquisas em países do Oriente Médio (clique) para saber a opinião destas pessoas sobre o terrorismo e a Sharia (infame código legal que prescreve o apedrejamento a mulheres adúlteras e a amputação das mãos de ladrões, dentre outras barbaridades), se você olhar os números, começará a cair por água abaixo o mito de que “a maioria dos muçulmanos é moderado”. É verdade, uma minoria percentual de fato pega em armas e entra na luta contra os “infiéis”, mas a torcida é grande. O vídeo abaixo traz um bom resumo das estatísticas

Por último, mas não menos importante: Estava eu pesquisando no Google para escrever este post, e olha o anúncio que me apareceu:

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É mole?

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Sinais de Um Culto 1 de 3: Dez sinais de um líder/grupo potencialmente perigoso

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Esta tradução é um complemento do meu post “Sobre Homenzinhos Verdes e Utopias”. São 3 listas par você identificar quando um grupo ou líder é potencialmente perigoso, no sentido de ser um culto, quando alguém pode estar fazendo parte de um culto, e quando uma organização/líder é segura. São de autoria de Rick Ross, do Cult Education Institute. A ilustração é do filme Village of The Damned.

Você pode ou não concordar com as coisas que eu tenho escrito até agora. Eu não me envergonho de emitir a minha opinião. Mas neste post eu não quero fazer você pensar como eu. Eu quero que você fique atento a quem quer impedir que você pense por si mesmo.

“Grupos ou líderes potencialmente perigosos parecem
muito gentis a princípio, eles vão atrás de pessoas vulneráveis que estão
procurando por respostas, sozinhas, o que você chamaria ‘pessoas normais’. Eles
são muito bons no que fazem e podem fazer as pessoas acreditarem em qualquer
coisa. Você pode pensar que você jamais cairia nessa, mas não aposte nisso.”

– Margaret Singer, Ph.D.

Dez sinais de um grupo/líder potencialmente
perigoso

  1. Absoluto autoritarismo sem prestação
        de contas significativa.
  2. Nenhuma tolerância a perguntas ou investigação
        crítica.
  3. Nenhuma divulgação
        financeira com respeito a orçamento ou gastos, tais quais declaração
        financeira auditada independentemente.
  4. Medo irracional sobre o
        mundo exterior, tais como uma catástrofe iminente, conspirações malignas e
        perseguições.
  5. Não há razão legítima para
        sair, ex-seguidores estão sempre errados em terem saído, negativos ou até
        maus.
  6. Ex-membros frequentemente
        relatam as mesmas histórias de abuso e refletem um padrão similar de
        queixas.
  7. Há gravações, livros,
        artigos de notícias ou programas de televisão que documentam abusos do
        grupo/líder.
  8. Seguidores sentem que jamais
        podem ser “bons o bastante”.
  9. O grupo/líder está sempre
        certo.
  10. O grupo/líder é o meio
        exclusivo de saber a “verdade” ou receber validação, nenhum outro processo
        de descoberta é realmente aceitável ou crível.
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Sinais de Um Culto 2 de 3: Dez sinais de alerta de pessoas envolvidas com um grupo/líder potencialmente perigoso

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Esta tradução é um complemento do meu post “Sobre Homenzinhos Verdes e
Utopias”. São 3 listas par você identificar quando um grupo ou líder é
potencialmente perigoso, no sentido de ser um culto, quando alguém pode
estar fazendo parte de um culto, e quando uma organização/líder é
segura. São de autoria de Rick Ross, do Cult Education Institute.
A ilustração é do filme Village of The Damned.

Você
pode ou não concordar com as coisas que eu tenho escrito até agora. Eu
não me envergonho de emitir a minha opinião. Mas neste post eu não quero
fazer você pensar como eu. Eu quero que você fique atento a quem quer impedir que você pense por si mesmo.

“Grupos ou líderes potencialmente não-seguros ‘parecem
muito gentis a princípio, eles vão atrás de pessoas vulneráveis que estão
procurando por respostas, sozinhas, o que você chamaria ‘pessoas normais’. Eles
são muito bons no que fazem e podem fazer as pessoas acreditarem em qualquer
coisa. Você pode pensar que você jamais cairia nessa, mas não aposte nisso.”

– Margaret Singer, Ph.D.

Dez sinais de alerta de pessoas
envolvidas com um grupo/líder potencialmente perigoso

  1. Extrema obsessividade em respeito
        ao grupo/líder resultando na exclusão de toda consideração prática.
  2. Identidade individual, o
        grupo, o líder e/ou Deus como categorias de existências distintas e
        separadas tornam-se cada vez mais indistintas.
  3. Cada vez que o grupo/líder é
        criticado ou questionado, isto é caracterizado como “perseguição”.
  4. Maneirismos e conversação atipicamente
        forçados e aparentemente programados, clonagem do grupo/líder em comportamento pessoal.
  5. Dependência do grupo/líder para
        solução de problemas, soluções e definições sem pensamento reflexivo
        significativo. Uma aparente inabilidade de pensar independentemente ou analisar
        situações sem envolvimento do grupo/líder.
  6. Hiperatividade centrada na
        agenda do grupo/líder, que parece sobrepor quaisquer objetivos pessoais ou
        interesses individuais.
  7. Dramática perda de
        espontaneidade e senso de humor.
  8. Crescente isolamento da
        família e velhos amigos a não ser que eles demonstrem interesse no
        grupo/líder.
  9. Qualquer coisa que o
        grupo/líder faça pode ser justificada não importa quão dura ou danosa.
  10. Ex-seguidores são quando
        muito considerados negativos, ou quando pior, negativos ou ainda maus e
        sob más-influências. Eles não podem ser confiados e contato pessoal é
        evitado.
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