filosofia, Humano, Política, sociedade

Um Manifesto Contra os Inimigos da Modernidade – Parte 1

Título Original: A Manifesto Against the Enemies of Modernity
Autores: James A. Lindsay e Helen Pluckrose, para a Areo Magazine
Texto original:
https://areomagazine.com/2017/08/22/a-manifesto-against-the-enemies-of-modernity/

Tradução por c0Anomalous, autorizada pelo editor chefe da Areo Magazine, Malhar Mali. Revisão: Mayumi Busi.

Um agradecimento especial a Malhar Mali pela atenção e autorização, e à minha amiga Mayumi Busi, estudante de ciências sociais, que revisou a tradução.

Esforcei-me para ser o mais preciso possível, conservando quase integralmente a escolha dos autores quanto a aspas, parênteses, itálicos, e maiúsculas para certos termos; fazendo o mínimo necessário de ajustes para a sintaxe portuguesa. Coloquei entre parênteses o termo original quando não encontrei uma tradução exata, e Mayumi ajudou a alisar as arestas. Se ainda assim houver erros, por favor, não deixe de aponta-los nos comentários. Segunda parte em breve.

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Um Manifesto Contra os Inimigos da Modernidade

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LEMONNIER, Anicet-Charles-Gabriel (1812): “No salão da madame Geoffrin em 1755”.

https://areomagazine.com/2017/08/22/a-manifesto-against-the-enemies-of-modernity/

Um dos ensaios mais inspiradores que li em 2017, recomendo a todos que também gostam do mundo moderno. E acredite: Você gosta, mesmo que não tenha nem pensado nisto. Ela trouxe muito mais do que conforto e luxos, e beneficiou muito mais do que os mais ricos. E você certamente não deseja sua destruição. Nosso mundo tem problemas, muitos. Mas estes problemas só serão resolvidos ou diminuídos com mais ciência, política mais democrática e eficiente, mais liberdade individual e mais liberdade de mercado, não com menos. Não tenho qualquer plano mirabolante de como resolvê-los, não sei como exatamente criar um mundo melhor, e ninguém tem. Mas certamente não será fazendo-o mais ignorante, pobre e autoritário. Infelizmente, muitos sabotadores estão tentando destruir aquilo que foi tão demorado e custoso para a humanidade construir. Estou falando dos conservadores – reacionários – teocratas da direita, iludidos por sua idílica imagem de um passado áureo em que tudo era perfeito, bem como dos esquerdistas pós-modernos que acham que o modernismo falhou e estamos vivendo sua ressaca. Nenhuma dessas ideologias trará nada de bom ao nosso mundo.

Os autores elaboraram um sumário em itens com as ideias centrais do ensaio, que traduzi. Leia abaixo. Caso haja interesse, posso traduzir o texto na íntegra, e ficaria feliz de fazê-lo.

  • A Modernidade, em termos das visões e valores que nos trouxeram fora do feudalismo do período Medieval e nos levaram à relativa riqueza e conforto de que que gozamos hoje (e que está rapidamente se espalhando pelo mundo), está sob ameaça de extremos em ambos os lados do espectro político.
  • Vale à pena lutar pela modernidade se você desfruta e deseja que outros desfrutem dos benefícios de uma existência de primeiro mundo em relativa segurança, e com os altos níveis de liberdade individual que pode se expressar em sociedades funcionais.
  • A maioria das pessoas apoiam a Modernidade e desejam que seus inimigos antimodernos se calem.
  • Os inimigos da Modernidade atualmente formam duas facções discordantes – os pós-modernos à esquerda e os pré-modernos à direita – e no geral representam duas visões ideológicas para rejeitar a Modernidade e os bons frutos do Iluminismo, razão, democracia republicana, Estado de Direito, e o mais próximo do que podemos alegar ser progresso moral objetivo.
  • Parceria esquerda-direita é a ferramenta pela qual eles condenam a Modernidade e continuamente radicalizam simpatizantes para escolher entre duas facções beligerantes de anti-modernismo: Pós-modernismo e pré-modernismo.
  • Uma posição centrista “Novo Centro” é bem-intencionada, representa a política da maioria da população, e não se sustenta. Ela é naturalmente instável e reforça o próprio pensamento que perpetua nosso atual estado do que chamamos pelo termo polarização existencial.
  • Aqueles que apoiam a Modernidade devem apoiar destemidamente e sem referência a diferenças partidárias menores espalhadas pela divisa “liberal/conservador”. A luta perante nós é maior que isto, e os extremos em ambos os lados estão dominando o espectro político usual, para o mal de todos.
  • Pode-se lutar pela Modernidade, e isto é provavelmente o que você já deseja, a não ser que esteja nos grupos periféricos de lunáticos à esquerda ou à
    direita.
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“Arte” Moderna: Um Infiltrado Entre As Bacantes

bacantes pepe

Como já narrei, agora faço um curso de história em uma universidade brasileira (que por aqui chamo Universidade de Gothan). O curso não é sem prazeres, mas também não é sem moléstias, e uma delas é a cota de horas de atividades complementares que todo aluno é obrigado a fazer até a graduação, atividades que podem incluir peças teatrais.

Vi que estava em cartaz a peça Bacantes de Eurípedes no Teatro Oficina em São Paulo. Cinco horas e meia de peça. Eu já esperava ser uma merda, mas cinco horas e meia me ajuda bastante a bater a minha cota. Fui à peça. E não me enganei, é uma bosta retardada mesmo. Mas não me arrependi, valeu pelas horas. E por este post.

O meu integrador acadêmico, o Lamar, é um esquerdista pós-modernista e já se disse fã do Zé Celso. Então é claro que não serei louco de falar mal da peça no relatório. Mas tenho vontade de falar mal. Então, farei uma espécie de caixa-dois: Aqui no blog, vai minha verdadeira opinião. Para o senhor Lamar, vou escrever o que ele quiser ler. E ainda vou escrever completamente bêbado.

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ceticismo, farsas, filosofia, Humano

Pós-Modernismo: Para quem ainda não entendeu

Meus colegas do Universo Racionalista fizeram um novo post excelente alertando sobre este movimento “filosófico” embusteiro:

http://www.universoracionalista.org/a-farsa-intelectual-dos-pos-modernos/

Só tenho a lhes parabenizar pelo ótimo serviço. Vou trazer mais uma vez uma de minhas citações favoritas de filme, do Lucy: “Conhecimento não leva ao caos, ignorância leva.” Os charlatões pós-modernos aproveitam-se de da ignorância generalizada sobre ciência para tecer suas teorias obscurantistas que só causam ainda mais confusão. Aproveitar-se da ignorância alheia para obter vantagem (são todos contra o capitalismo, mas lucram horrores com seus livros e palestras) é a definição legal de estelionato, e em ciências, chama-se isso de má-fé ou desonestidade intelectual.

Recomendadíssimo também:

https://www.universoracionalista.org/a-quem-incomoda-o-atual-criticismo-ao-pos-modernismo-simples-a-quem-tem-medo-da-ciencia-da-razao-e-do-cientificismo/

https://www.universoracionalista.org/anticiencia-do-seculo-xv-aos-pos-modernos/

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ética, filosofia, Humano, Política, sociedade

Feminismo – Três Lados da Moeda

Por acaso encontrei esse debate no YouTube, e gostaria de fazer algumas observações sobre ele. Recomendo assisti-lo todo antes de ler o post. O comecinho do vídeo não tem som mesmo, os primeiros segundos. E seria bom se no resto do vídeo o áudio da loira continuasse mudo.

As duas participantes, Nádia, a morena à esquerda, e Taís, a loira, à direita, têm suas respectivas páginas no Facebook; a de Nádia é a Moça, não sou obrigada a ser feminista e a página da Taís é Sem Censuras por Favor (que eu me recuso a linkar aqui). A Jovem Pan dificilmente encontraria figuras mais antagônicas para debater o assunto, e nessa meia hora de debate podemos ver não apenas uma mera diferença de opinião, mas uma diferença de maturidade intelectual entre as participantes: Nádia fala sempre de forma clara, pragmática, reconhecendo problemas sociais de forma realista e imparcial. Ela não aparenta em seu discurso nenhuma neura nem fanatismo ideológico de qualquer tipo. Já a Taís…. Que dó. Tão bonita, mas defeca tanto pela boca. Só papagaiou discursinhos prontos politicamente corretos do começo ao fim.

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ética, filosofia

Definindo Relativismo Moral e Cultural

Mas desta vez, apenas em um vídeo:

  • Porra, os caras enterraram a mulher até o pescoço e tacaram pedra na cabeça dela até matar!

Ah, é a cultura deles!

  • Nossa, os caras mataram dois recém nascidos só porque eram gêmeos!

Ah, é a cultura deles!

Obrigado Hermes e Renato por terem me divertido tanto em minha adolescência e por resumirem num vídeo de 2 minutos uma ideia que poderia tomar um texto de mais de mil palavras para explicar.

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http://g1.globo.com/globo-news/estudio-i/videos/v/dicionario-oxford-escolhe-palavra-pos-verdade-como-palavra-do-ano/5463709/

Depois que a internet praticamente reduziu o dicionário tradicional a algo tão útil quanto um peso de papel, tentam continuar vendendo passando-se por moderninhos e “desconstruídos” inventando esses neologismos ridículos.

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