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O anticapitalismo só se mantém em evidência por viver à custa do capitalismo

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Lixo

Nem dá pra acreditar que a baranga resolveu mencionar em seu discurso a vergonha do financiamento aos portos de Cuba. Ela acredita que tem razão.

A diplomacia brasileira foi vergonhosa nestes anos de PT. As escolhas foram feitas com base na ideologia, não do que era melhor pro Brasil. O Brasil ajudou Cuba, Haiti e outros cus de Judas, além de buscar “alianças estratégicas” com África e aqueles árabes trogloditas.

Tudo isso enquanto comprou briga com os EUA e praticamente cuspiu em Israel, um dos paises mais desenvolvidos do mundo, e a única democracia de verdade do oriente médio.

O Brasil em questões diplomáticas é como a adolescente que, ao invés de namorar os meninos responsáveis que tiram boas notas, prefere namorar os funkeiros que matam aula pra fumar maconha no banheiro.

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Todos Deveriam Votar?

Não.

O que é mais importante, garantir que todos possam votar ou que haja pessoas minimamente competentes no governo? Se é tão importante que todos “tenham o direito de escolher o próprio destino” (ou qualquer outro refrão motivacional brega que você quiser) por que não deixamos as crianças e os deficientes mentais graves votarem também?

Um fruto dessa ideologia burra de que o maior número possível de pessoas deveriam participar politicamente é a lei que permite votar a partir de 16 anos. A legislação é no mínimo incoerente: Entende que aos 16 anos você não tem maturidade sequer para optar por assistir um filme pornô, beber uma cerveja, ou trabalhar em período integral, mas está apto a fazer algo “ligeiramente” mais complicado como votar em uma eleição oficial. E tem muita gente que não aprendeu absolutamente nada de novo sobre política desde que eram crianças. Não que eu acho que as pessoas deveriam se sentir obrigadas a tal.

Também é fato que uma parcela considerável da população não gosta de votar e vai à urna por ser coagida a tal, algo que eu julgo moralmente abjeto. E mais, a ideia de que um voto de má-vontade é melhor que voto nenhum é realmente idiota. As pessoas que vão votar de má-vontade votam nulo ou votam em qualquer um, e assim nascem os candidatos pictóricos como Tiririca e Enéas Carneiro, no Brasil, e o grotesco Trump nos EUA (eu sei, lá o voto é opcional, mas também tem essa onda do “todos deveriam votar”, já entro nesse assunto). Na verdade, as propagandas eleitorais são nitidamente voltadas a pessoas que não entendem nada de política e vão escolher por critérios que não tem nada a ver com capacidade ou honestidade. Como você se sentiria se fosse ser operado por um médico que foi escolhido não por sua habilidade em cirurgias, mas foi eleito por uma turba de pessoas aleatórias, que vão escolher o médico mais bonito e que tem a melhor retórica? Pois é…

Não se engane, as democracias que hoje funcionam relativamente bem são aquelas em países com nível de educação bastante elevado (os EUA são um caso à parte). Mas dizer “é preciso mais educação para o povo” é algo tão pouco útil e elucidativo quanto dizer “foi porque deus quis” numa discussão sobre fenômenos naturais. Aí que eu vou ser mais radical: Não só votar deveria ser facultativo, deveria haver algum tipo de prova para quem deseja votar.

Não acho exagero. A nossa sociedade julga justo exigir exames para dirigir, possuir armas de fogo, ou qualquer outra coisa que exija um mínimo de “cabeça”. E por mais que a nossa democracia seja representativa (como tem que ser em qualquer lugar que seja maior que um vilarejo), delegar também é uma tarefa que exige comprometimento, e algum conhecimento da tarefa que se está delegando, bem como dos candidatos. Alguém que nem sabe quais são as funções dos políticos, e o que andam fazendo, deveria ter direito a voto? Mais uma vez, eu não acho que as pessoas deveriam ser obrigadas a se informar sobre essas coisas se não gostarem ou não tiverem tempo.

Sempre dizem “se você não vota, os outros vão escolher os políticos por você”. Pois é, mas se você entende pouco ou nada sobre política, estaria fazendo muito bem a si e à sociedade em deixar esta escolha para outros que entendem.

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Chega de enrolação

Ultimamente ouço muito conversas de política e ideologia, direita, esquerda, coxinha, petralha, isentão… Na boa gente, para com essa merda, isso tudo é mimimi.

Toda pessoa em sã consciência sabe que o único sistema político-econômico justo é o stalinismo anarco-capitalista. No stalinista anarco-capitalista as pessoas têm liberdade, só não pode libertinagem, tipo essas coisas de ficar imprimindo dinheiro. No estalinismo anarcocapitalista você é livre até pra desobedecer o mestre Estalin, contanto que aguente as marretadas depois. Mas claro, ninguém toma  marretada no Stacapstão sem ser coagido de livre vontade..

https://www.facebook.com/StalinismoAncap/

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PLS 193/2016 – Podem enfiar a proposta no cu

Não voto em proposta de lei que tenha cavalo de tróia.

Infelizmente, a educação no Brasil foi sequestrada por ideólogos para fins particulares, sempre, é claro apoiados na obliteração da verdade objetiva. Já que nada é verdade mesmo, porque não ensinar a minha opinião como sendo verdadeira?

Quando não são as bostas dos comunistas querendo se aproveitar das aulas de história, sociologia e etc. para empurrar suas ideias políticas bitoladas do século XIX, são os evangélicos querendo, de uma maneira ou de outra forçar a teocracia no Brasil, começando por sorrateiramente instituir ensino religioso nas escolas.

Infelizmente, o já sucateado ensino público virou isso: Um cabo de guerra de religiões (comunismo no fundo é uma religião).

O projeto da escola sem partido parecia querer remediar a situação. Parecia. Vindo da bancada evangélica, o Estado Islâmico brasileiro, coisa boa não deve ser, mas eu li. Claro que tinha surpresinha. Vejam este parágrafo do art.5º

V – respeitará o direito dos pais dos alunos a que seus filhos
recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com as suas próprias
convicções;

É aí que eu desisti de votar na consulta pública sobre a lei.

O parágrafo abre precedente para instituição de ensino religioso nas escolas. Nas escolas públicas, pago com o dinheiro dos impostos que nos é arrancado diariamente. Aqui não importa se a intenção da lei não é essa, se houver possibilidade de ser deturpada será deturpada. Ou você acha que uma diretora de colégio público evangélica não vai se aproveitar desta lei (com o referido parágrafo grifado de amarelo pra ficar bem claro) para instituir aula de cristianismo no colégio, visto que a maioria dos alunos são cristãos?

Imagine você, pobre diabo que tem pais religiosos que te obrigam a ir na Igreja, nem na escola sua mente estará a salvo desse distúrbio, vai ter que ter aula de religião num tempo que você podia estar estudando pra passar no vestibular ou fazendo alguma outra coisa melhor.

Quero deixar bem claro também que não importa que este parágrafo foi feito em convenção a convenção americana de direitos humanos, enfiem no cu esta convenção, eu sei bem que não a assinei e que seja lá quem for que participou dela não é mais importante que a laicidade do meu país, pode até ter sido a NSA ou os irmãos Koch, não metam o bedelho aqui. Então, enquanto o senador preferir respeitar esta convenção a respeitar o direito dos estudantes brasileiros de estudarem num ambiente secular, não apoio proposta nenhuma, e peço que você, leitor do blog, convençam a todos que conhecem para não assinarem também, até que a lei seja mudada de forma que não haja absolutamente nenhuma possibilidade de ser aproveitada para instituir catecismo em escola.

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ética, filosofia, Política, sociedade

Eu Não Acredito Em Anarquia

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Não quero dizer que eu não acredito que seria bom, não acredito no mesmo sentido em que eu não acredito em deus. Isto vem de alguém que flertou com a anarquia por muito tempo, mas finalmente se deu por vencido, não antes de um desgastante processo de resistência. Dissonância cognitiva é quando a sua razão começa a te fazer sofrer por você ter ideias  que não condizem com a realidade.

Primeiro, uma definição: Existem diferentes conceitos de anarquia. Todos os comunistas clássicos (Marx incluso) achavam que anarquia seria o produto final de uma revolução proletária, em outras palavras, que após um Estado proletário ser estabelecido e este conseguir dominar absolutamente todas as esferas da sociedade e abolir as instituições privadas, o chamado estágio do “socialismo”, ele iria desaparecer e as pessoas iriam se autogovernar, o que eles chamam de “comunismo”. A ideia de que você pode deixar o Estado ficar inchado ao máximo possível e um dia ele iria sumir é tão estúpida que é difícil acreditar que algum dia já foi levada a sério. Os anarquistas parecem não falar de uma forma de governo (ou desgoverno) feita para seres humanos.

Os anarquistas da revolução russa, sendo seu mais famoso teórico Mikhail Bakunin, viram logo que é absurda a ideia de que um Estado um dia iria se dissolver, mas se diferenciavam dos marxistas por quererem uma anarquia imediatamente, o que não era muito mais inteligente.

A anarquia de esquerda (famosa pela bandeira preta com uma letra A vermelha) abomina a propriedade privada tanto quanto os comunistas, considera na verdade o capitalismo como fruto do Estado, e pregam uma vida comunitária e igualitária sem leis nem regras, e sem propriedade de qualquer espécie. No fundo, seria apenas um Estado sem políticos, em que ainda há regras, mas elas são determinadas por multidões.

A vertente anarquista que mais tem feito sucesso ultimamente é o anarco-capitalismo, e inclusive faz muito sucesso no Brasil. Esta é fundamentada na heterodoxa Escola Austríaca de Economia, e acredita que absolutamente todos os problemas da sociedade podem ser resolvidos apenas pelo livre mercado. Apesar de anarquistas clássicos e anarco-capitalistas se desprezarem mutuamente, no fundo uma sociedade sem um Estado legítimo estabelecido seria a mesma coisa, sem ninguém para garantir a sua propriedade e nada para te proibir de possuir propriedade.

É possível sim haver um território não governado por um Estado legítimo reconhecido internacionalmente. A Somália ganhou a fama, mas na prática há várias regiões do norte da África em situação parecida. No entanto, o que há nestas regiões são grupos armados que impõe sua lei e subjugam as populações e são um Estado de fato, portanto, não, não existe nenhuma sociedade sem Estado. Anarquia em geopolítica tem outro nome: Vácuo de poder. É apenas o tempo em que dois grupos armados estão brigando para assumir.

O problema maior do anarco-capitalismo é ele não perceber que qualquer propriedade privada não sujeita ao governo e às leis de um Estado é igual, sem por nem tirar, a um Estado, e seu proprietário passa a ter poderes de um chefe de Estado numa ditadura, ou seja, sem estar sujeito às leis e ao escrutínio da população. É claro que eles falam muito no “princípio da não-agressão” (PNA), mas, na prática, se você é o dono de uma propriedade e não há lei, não há ninguém para te obrigar a seguir o PNA. Se a polícia e o tribunal é você que paga, como eles vão fazer algo contra você?

A necessidade de segurança tornaria inviável morar em uma casa independente, em via “pública”, a não ser que você fosse um milionário morando em uma mansão no topo da montanha com seu exército particular, e as pessoas seriam obrigadas a morar em condomínio. Uma entidade que monopolizasse o policiamento e as decisões judiciais de uma região, assim como impor suas regras, exerceria de fato o poder sobre esta região. Não tem como duas polícias ou dois tribunais competirem em uma mesma região, é impossível. E pior, você estaria ao deleite desta organização que controla a região. A anarquia apenas criaria “estadinhos”, e estes não teriam necessariamente os direitos e garantias constitucionais que tanto custaram para a sociedade conseguir, e que ainda são imperfeitos, mas valem muito. E eu estou falando de coisas muito básicas. O Temer não pode mandar me prender amanhã simplesmente porque ele tem raiva de mim, muito menos mandar me matar. Limitar o poder do chefe de estado seguir seus caprichos é uma das qualidades de um Estado democrático de direito. Quem diria que numa sociedade de anarquia de propriedade privada isto não aconteceria? O que eu posso fazer contra o dono do lugar em que eu estou?

Dizer que eu poderia me mudar se não gostasse não resolve nada. Primeiro, estamos falando de um Estado absolutamente hipotético, e não há nada que garanta que a organização que policia as ruas da minha casa e estabelece as leis (sendo, portanto, um Estado de fato) iria me deixar sair. Alguns anarco-capitalistas até chegam ao cúmulo de admitir isso, mas dizem que essas organizações legais iriam seguir o PNA porque é “mais barato”. Risos. E se eu pudesse mudar, quão diferente seria de mudar de país hoje em dia?

E quanto ao trabalho? Se mesmo com um Estado as empresas já cometem vários excessos, como fiscalizar o que os funcionários dizem nas redes sociais, calcule se elas não tivessem nenhuma limitação legal. Você literalmente não teria nenhuma vida privada. E se o dono da empresa que eu trabalho for um religioso fanático, que decidiu que só quer funcionários que sejam bons cristãos, por isso determinou que todos estão proibidos de fazer sexo anal, comer carne na quaresma, ou mesmo beber álcool? E se ele mandar ainda os funcionários instalarem câmeras nas suas casas para ele poder fiscalizar?

Dizer que eu posso sair da empresa se quiser não resolve absolutamente nada, eu posso ser uma pessoa comum que precisa trabalhar para me sustentar e não posso me dar ao luxo de escolher local de trabalho (que nem quase todo mundo). E se as outras forem tão ruins quanto? Meu amigo, não se engane, eu já conheci um cara que trabalhou numa empresa que proibia os funcionários de fumarem, mesmo em suas horas vagas e fora da empresa, já saiu na TV reportagem sobre uma empresa que obrigava as funcionárias que queriam engravidar a avisar com antecedência, e engravidar no período que a empresa achasse conveniente. Claro que como a empresa não tem poderes absolutos, eles foram obrigados a voltar atrás rapidinho.

Voltando ao exemplo do religioso fanático, visto como as religiões detém dinheiro e poder nos dias de hoje, o fim do Estado sem dúvida resultaria na criação de Estados Religiosos, mas com outro nome. Um país governado pela Igreja Universal seria mais ou menos como a Arábia Saudita ou o Irã. Note que muitos dos libertários dos EUA, como o infame Ron Paul, se dizem contra o Estado, mas sempre acham uma desculpa para dizer que ele está certo em proibir comportamentos “imorais”.

É, não existe anarquia de fato, e nunca existirá.

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