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Steven Pinker: Os Anjos Bons da Nossa Natureza

 

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Estamos vivendo tempos tumultuosos, bárbaros, ao menos em relação com o que nos permitimos acostumar no passado recente. Mais um atentado terrorista na Europa, como de costume uma cortesia da “religião da paz”, e dessa vez na Inglaterra. No Brasil, a nauseante sucessão de reviravoltas da crise política culminou em manifestantes comunistas fazendo protestos truculentos em Brasília, pagos por entidades sindicais, depredando ministérios e até mesmo iniciando incêndios, para reclamar depois que a polícia não foi suficientemente delicada. Reacionários idiotas pedem um novo golpe militar, e a CUT trata de providenciar justificativas. É, as pessoas estão perdendo as estribeiras. A violência está voltando à política de nosso país. Para quem quiser manter a sanidade nestes tempos de barbárie e tentar ver algum sentido, resta estudar, e procurar os autores sensatos. Não, o problema no mundo não é falta de amor: Falta no mundo inteligência, falta razão.

O que não falta ao cientista cognitivo norte-americano Steven Pinker, que em 2011 lançou  Os Anjos Bons da Nossa Natureza: Como a violência diminuiu. Este é o livro da minha vida. O deleite que tive ao ler as páginas de Pinker, com seu estilo denso, detalhado e preciso, mas tão claro quanto possível, me auxiliaram tremendamente a lidar com uma das piores e mais longas crises depressivas de minha vida. Os Bons Anjos reacendeu meu interesse por história, que eventualmente me levou a cursar uma faculdade de história na qual estou, reacendeu também meu gosto pela leitura (praticamente todos os meus gostos estavam mortos quando estava nesse período), não só a ler mais do mesmo autor, mas de outros que escrevem assuntos correlatos. E não seria exagero dizer, Pinker ajudou a moldar meu caráter, mesmo bem depois da maioridade, suas análises desafiaram minhas noções de ética e meu entendimento de mundo, é o tipo de autor que força você a fazer uma reavaliação dos conceitos.

O título é ousado pois a opinião comum é que o mundo nunca esteve tão violento. Balela. “Tempos áureos” é uma ilusão. As chances de qualquer pessoa em qualquer lugar no mundo sofrer uma morte violenta ou sofrer qualquer tipo de violência – como um roubo, um estupro, ser torturado e executado por pequenos crimes ou recrutado para lutar numa guerra – aumenta quanto mais se volta tempo, assim como também é notável que a sociedade era menos sensível à violência e pouco prezava pela paz.

Claro que Pinker foi acusado de ser uma Poliana, ingenuamente otimista, de ver a atualidade de um jeito muito pink (desculpe, não resisti ao trocadilho), de achar que paz equivale a shoppings com ar condicionado… E pode ter certeza que a grande maioria destes críticos não leram o livro, ou leram sem fazer o menor esforço de entender. Criticar é válido, sempre, mas não com total ignorância do que se está falando.

Pinker não é um “positivista”, que acredita num rumo comum que todas as civilizações seguem, um progresso rumo à paz que seria tão inevitável quanto a entropia do universo. Pelo contrário: Sua análise retrata a paz com um fruto conquistado às duras penas pela civilização. Custou um tanto de sorte. E apesar do mundo, como um todo, estar bem menos violento do que no passado, mesmo em relação a 100 anos antes, não é de maneira alguma homogeneamente pacífico, óbvio, e nem é esta tendência irreversível. Nós temos, sim, motivos para temer com revezes como os dessas últimas semanas. Mas não para nos desesperar.

As análises sociológicas de Pinker são embasadas por rigorosos estudos estatísticos, valendo-se de dados sobre homicídios no mundo todo de séculos atrás, elaborando sua teoria também com base em relatos históricos, da literatura, de achados da arqueologia… Ele não dá ponto sem nó. Ao contrário do que outros críticos disseram, fazendo a imortal falácia ad-hominem, Pinker não acha que o mundo se restringe ao seu confortável ambiente acadêmico norte-americano,  ele não ignorou ou menosprezou a violência nos países em desenvolvimento, mas procurou entender o que deu errado neles e o que poderia ser feito para melhorar.

Não se preocupe, o livro não é extremamente complicado, e não precisa ser bom em matemática para entendê-lo, ou eu mesmo não teria entendido, mas precisa de atenção. O mérito do autor é ter se baseado  em ciência. Sim, ele pode ter cometido equívocos (e num estudo desse tamanho, dificilmente não se comete erros), e ninguém jamais deve estar imune à críticas. Mas definitivamente estes possíveis erros não foram por desonestidade, ou por nem estar tentando trabalhar sério, ou seja, por falta de uma metodologia rigorosa. E o que não falta por aí são análises sociais baseadas em achismo. Mas para os rabugentos, achismo é o que vale, só o fato de se basear em números, ainda que parcialmente, já é um erro. Comentou o Pondé :”Mesmo a “estatística do bem” só convence quem crê em estatística aplicada a seres humanos. ” Claro, Pondé, estatísticas são uma besteira, vamos interpretar a sociedade de acordo com a bíblia, como você julga mais correto, isso sim é inteligente.

Recomendado a todos que se interessam por história, psicologia, sociologia… Pensando bem, recomendado a todos  que queiram algum motivo para compreender com lucidez nosso mundo, sem cruzar os braços num cômodo derrotismo, ou tolo de achar que tudo vai se resolver pela bondade de deus.

Título original: THE BETTER ANGELS OF OUR NATURE
Tradução: Bernardo Joffily
Laura Teixeira Motta
Capa: Kiko Farkas / Máquina Estúdio
Adriano Guarnieri / Máquina Estúdio
Páginas: 1088
Formato: 16.00 x 23.00 cm
Peso: 1.380 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 28/03/2013
ISBN: 9788535922325
Selo: Companhia das Letras

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13271

 

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filosofia, Política

Insensatez

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Eu tenho uma pior: Vamos resolver a crise política derrubando o governo e começando do zero

Desculpe, o post de hoje será sem muito estilo, no calor do momento, não estou muito inspirado. Não é um bom momento. Nem para mim, nem para ninguém. Não há motivo para comemorar nada, e nada bom virá para este país no futuro próximo.

Eu estava feliz que o país estava melhorando um pouquinho, até o desemprego teve uma leve queda. De leve. Mas já era algo. Pelo menos estava estável, e estabilidade é algo bom por si só. Investidor perde o tesão pra botar dinheiro num país instável, só sobram os loucos. Ninguém tem paz, ninguém dorme. Eu acreditava que o Temer, por mais que não fosse nenhuma maravilha, tivesse pelo menos um pouco mais de cérebro que seus antecessores. Talvez cérebro tenha, mas certamente caráter não, nem manha de queimar todas as evidências como o Lula fez.

E o resultado disso é mais um trauma político para o Brasil, mais uma ruptura. E é diferente do que foi com o impeachment da Dilma: Os petistas estavam se cagando para o tamanho da roubalheira e que país estar indo para a fossa com a incompetência da baranga: O governo sendo de esquerda é o que importa, Dilma foi endeusada, seus opositores demonizados. No meu caso, e de quaisquer outras pessoas sensatas, eu não tenho absolutamente nenhuma simpatia por Temer (alguém, além da Marcela, tem?), mas temo pelo meu país. O Brasil é como uma criança vendo sua mãe se divorciar do segundo marido, desculpe se a comparação é tosca.

Eu apoio o movimento MBL e me considero um liberal de verdade, mas desde que comecei a me engajar com o movimento, devo dizer que estou abismado com o nível de vários dos participantes: Viúvas da ditadura, gente sonhando com um novo golpe militar, gente querendo derrubar o governo com uma revolução e começar tudo de novo, gente querendo derrubar o governo e não colocar nada no lugar, afinal isso deu tão certo na Somália… Minha nossa. Eu não sei por que dividiram o espectro político em quatro se no final na direita são todos os mesmos reaças de sempre. Eu sou liberal de verdade. Quem defende soldado marchando na rua, prendendo gente sem habeas corpus e censurando a imprensa não é liberal, é como puta se chamando de casta. Eu aqui não estou me referindo ao Kim Kataguiri, Fernando Holiday e outros dirigentes, contra os quais eu não tenho nada contra, mas a alguns dos militantes que eu tive o (des)prazer de conhecer. Pra mim de nada adianta liberdade econômica sem liberdade civil. Não adianta eu poder comprar os livros que quiser se “os livros que eu quiser” forem determinados por algum governante, que vai decidir quais são subversivos demais para o gado. Aliás, tão “liberais” os nossos militares que barraram a importação de eletrônicos para obrigar os brasileiros à comprar as tranqueiras da indústria nacional. Acordem, idiotas, os militares teriam proibido o Uber no mesmo dia e mandado prender os motoristas.

Não, o caminho para estabilidade política no Brasil não vai ser fácil, e não há bons candidatos à vista. Não sei em quem vou votar, vou no menos pior. O caminho lento ainda é melhor. Pedir pro exército entrar e fazer uma revolução (ou golpe, chamem do que quiser, foda-se) é uma ideia BURRA. Acreditar que milico vai respeitar um prazo e sair do poder depois dele, deixando a casa arrumada para a democracia, como uma empregada obediente, é uma ideia BURRA. O número de países em que revolução armada deu um bom resultado é infinitamente menor do que o de países em que a revolução só levou o país à mais tragédia. E por favor, não me venham com essa ladainha de “ai, minha vó viveu a ditadura e falou que foi tudo muito bom”. Ok, também tem um monte de gente que diz que o período do governo Lula foi maravilhoso, mas eu não sou tonto pra acreditar.

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Entendendo o Colégio Eleitoral Americano e sua Última Polêmica

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Eu sei que ser sucinto não é exatamente uma qualidade minha, mas pelo menos desta vez eu vou tentar.

Agora a turba radicalmente anti-Trump está tentando, como uma medida desesperada, pressionar os delegados a não escolherem Trump.

Que diabo é isso?

Nas eleições para presidente dos EUA, cada estado tem um número de delegados ou super eleitores, equivalente ao número de representes que tem na casa e senado, que por sua vez é equivalente ao tamanho da população do estado. A Califórnia, maior colégio eleitoral, tem 55 delegados, o estado de Nova York tem 29, e os estados menos populosos tem apenas três. São 538 no total, contando o Distrito de Columbia (a capital, Washington D.C.).

Quando a maioria dos eleitores de um estado vota em um presidente republicano, os delegados republicanos representarão o estado, mesma coisa se for um democrata. Na Califórnia, por exemplo, mais de 50% dos eleitores populares (ou pequenos eleitores) votaram em Hillary Clinton, que é democrata, portanto, todos os 55 cargos de delegado da Califórnia serão preenchidos por delegados democratas. Isto no sistema winner takes all (o vencedor leva tudo), em dois estados as vagas de delegado não vão todas pro partido vencedor, mas isto não importa muito aqui.

Os colégio eleitoral está votando hoje. Parece mera formalidade, e na maioria das vezes é mesmo. O sistema eleitoral atípico dos EUA fazia sentido na época da independência. Os fundadores dos EUA tinham medo que uma eleição presidencial por maioria absoluta seria algo perigoso, muito suscetível à regionalismos, ou à maioria da população eleger alguém completamente inapto para o cargo, por uma onda populista ou algo assim. E também, a maioria dos cidadãos se identificavam muito mais com seu estado do que com a federação, e não faziam a menor ideia do que se passava em Washington. Os mais radicais queriam que o presidente fosse eleito diretamente pelos congressistas (como foi a eleição de Tancredo Neves no Brasil), mas, além de pouco democrática, temeram que esta solução iria causar um caos no congresso. O colégio eleitoral acabou sendo a solução mais moderada, e que ficou.

Apesar de não fazer mais tanto sentido nos tempos de hoje, o sistema permaneceu, principalmente porque raramente o presidente eleito não é também o que recebeu a maioria dos votos populares. Raramente.

Quando deu zebra e como pode dar?

Cinco vezes: Três no século XIX, em 2000 na eleição de George W. Bush (que foi polêmica não só por isso, mas também por suspeita de fraude eleitoral na Flórida) e agora, com Trump, que teve 3 milhões de votos populares à menos que sua rival. Para entender melhor porque os anti-Trump estão se manifestando neste momento para pressionar o colégio eleitoral:

Um delegado de um partido pode mudar de ideia depois da eleição geral, e não há quase nenhuma punição legal prevista para isto. Então, por exemplo, alguns dos 38 delegados republicanos do Texas podem resolver votar em Hillary, ou se abster de votar. Isto é importante: Pela lei, o presidente precisa ter pelo menos 270 delegados a seu favor.  Se não der quórum, a decisão vai para o congresso. Nesta eleição, é preciso que 37 dos 306 delegados republicanos sejam infiéis para mudar significativamente. Delegados infiéis foram raros na história americana e nunca chegar a decidir uma eleição.

Tem chance do colégio eleitoral derrubar Trump?

Não. Se Trump não conseguir os 270 votos necessários, a decisão vai para o congresso (bicameral, como aqui), e a maioria do congresso atualmente é de republicanos. Eu não apostaria minhas fichas neste cenário.

Fontes:

https://www.washingtonpost.com/politics/the-electoral-college-is-poised-to-pick-trump-despite-push-to-dump-him/2016/12/19/75265c16-c58f-11e6-85b5-76616a33048d_story.html

https://www.washingtonpost.com/news/the-fix/wp/2016/12/19/how-does-the-electoral-college-actually-vote-an-explainer/?utm_term=.2d3ea0997c12

UPDATE:

Mals aí, mas será Trump sem choro nem vela

http://g1.globo.com/mundo/noticia/colegio-eleitoral-confirma-trump-como-novo-presidente-dos-eua.ghtml

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“Democracia só é boa quando eu ganho”

Eu sei que esse tipo de pensamento é execrável, e vemos várias demonstrações de pessoas que parecem ser movidas por ele, de todos os lados do espectro político, seja quando a Dilma ganhou, ou quando a Dilma sofreu impeachment (100% dentro da lei, mas como a presidente cassada era de esquerda, chamaram de golpe) e agora com a vitória do Trump, com demonstrações não exatamente pacíficas dos eleitores democratas, para deixar bem claro que esta ideia de que os EUA têm um partido “do bem” e outro “do mal” é bem idiota. Sonserina e Grifinória só existe no mundo do Harry Potter.

Mas afinal, quem gosta de verdade  da democracia? No fundo, ninguém que tenha fortes convicções políticas “extremistas” gosta de democracia. Pessoas mais moderadas ou apolíticas em geral são sinceramente a favor da democracia. Mas se você acha, por exemplo, que toda política que não for de esquerda só serve para tornar o povo mais explorado pelas elites gananciosas, então, para você, uma vitória da direita é simplesmente um passo na direção errada. Para ser democrático, você tem sempre que admitir a chance de estar errado e o seu oponente poder ser melhor, ou pelo menos que a democracia em si é mais importante que o seu ideal político.

Quando se lê um texto como este do site do libertário Lew Rockwell defendendo que a democracia é a pior forma de governo de todas, ou o livro de outro libertário, Hans Herman Hoppe, entitulado Democracia: O Deus Que Falhou pode pensar que a ideia é elitista, tirânica, só poderia ter saído da cabeça de um porra louca de um anacap. Mas leia bem. No fundo, todo extremista pensa a mesma coisa: Democracia é uma perda de tempo, é ceder espaço para um lado que está errado, e permitir que ele torne a sociedade pior, o povo é burro demais para saber o que é bom para si, e a alternância de poder incentiva governantes a visarem progressos apenas temporários.

E o que penso?

Primeiro, quero deixar claro que nem toda ideia “extremista”, ou considerada extremista, é ruim, muitas vezes, tomar uma atitude moderada é que é errado.

Mas eu não me considero libertário. Sou mais a opinião de Winston Churchill do que de Lew Rockwell. Falando de Brasil, eu não faço ideia do que seria melhor para o Brasil no momento além de manter a democracia, por mais que, pelo visto, esta forma de governo só funcione relativamente bem em países com um nível de educação muito bom (e os EUA já estão dando sinais de que não pertencem a este rol de países). Mas o que seria melhor para o Brasil? Devolver o poder aos descendentes de Dom Pedro II? Derrubar o Estado, como querem os libertários mais radicais, assim o síndico do seu condomínio e o seu chefe terão poderes de príncipe absolutistas enquanto em suas propriedades? Nesta república das bananas, parece que estabilidade política é a melhor opção, por agora, nenhum de nosso radicalismos tem cara de que levará a um bom futuro.

Quanto ao resto do mundo, não sei. Cada caso é um caso. Mas, ao contrário do que apregoam os pós-modernistas com seu relativismo imbecil, da mesma forma que alguns países são mais ricos em PIB do que outros, os países também não são iguais em outras riquezas, alguns são sim superiores moralmente e intelectualmente do que outros, e provavelmente alguns países estariam melhor enquanto governados com interferência externa, uma espécie de tutela, para que não se arruínem. Os EUA, após invadirem o Iraque e deporem seu ditador, praticamente abandonaram o país com sua democracia, seus governantes eleitos em governos provisórios, e olhe no que deu. O Oriente Médio é uma coisa horrenda, a região mais atrasada do planeta, verdadeira amostra de Idade Média em século XXI. Seguro dizer que, nestes países, qualquer “democracia” foi apenas uma alternância de ditadores. Deixe eles escolherem tudo na base do voto popular, e eles votam pela lei da sharia. Um monarca esclarecido seria melhor. Só não me perguntem onde achar um.

Veja o que aconteceu em vários países da África do século XX, que até mais ou menos a década de 60 eram colônias de países europeus. Estas autoridades coloniais, por mais exploradores que fossem, ao menos sabiam administrar um país decentemente. São expulsos com revoluções como em Angola e Moçambique, e entram governos horrorosos estabelecidas por milícias locais, capengas, alguns mais “democráticos” que outros, mas todos acabaram sendo países com mais baixos índices de desenvolvimento humano do mundo atual, e em muitos deles, como nos dois que citei, as guerras nem acabaram após a independência. Democracia não é uma pílula mágica que traz justiça e felicidade para todos, como parecem querer dizer naquelas propagandas do governo em época de eleição.

Sou relativamente bem informado no assunto, mas não sou especialista em geopolítica, e não tenho solução definitiva para resolver estes problemas (aliás, quem tem?), mas acredito que quanto mais cedo nos desprendermos dos delírios relativistas do pós-modernismo, quanto mais cedo pararmos de fingir que todos os povos igualmente capazes de ficar bem se governando democraticamente, melhor.

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