Educação, filosofia, Humano, sociedade

Arte, Entretenimento e “Alienação”


Acho que todos nós já tivemos um professor comunista chato de galochas, daqueles que acham que toda e qualquer obra de arte que visa o entretenimento é errada de alguma maneira, e talvez nem mereça ser chamada de arte. “Novela?! Alienação, para imbecilizar o povo!”, “Esses Transformers e Batmans e Esquadrões Suicidas: pura propaganda imperialista estadunidense…” Aliás, quer uma dica para pegar um cinéfilo falso, poser? Pergunta o que ele acha do cinema americano. Da forma mais genérica possível, “cinema americano, você gosta?”. Se vier com papinho de que é tudo filme comercial, e arte comercial não é arte de verdade, que só filme argentino que passa em mostra de cinema no Memorial da América Latina é que é arte de verdade…. Nem dê trela pro sujeito. Ou ainda, se quiser embaraça-lo um pouco, lembre-o que O Poderoso Chefão é cinema americano também.

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Amo livros, odeio bibliófilos

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Eu gosto bastante de ler e passo boa parte do meu tempo lendo. Não tenho muitas regras, leio ficção, não-ficção, filosofia, história, política, informática, psicologia… Começo um livro, paro, vou pra outro, volto, e sou absolutamente incapaz de dormir sem passar pelo menos 30 minutinhos com o meu Kindle em frente aos olhos, deitado no escuro. Sou “guloso”, compro bastante livro.

Ah, mas como eu detesto bibliófilos, tenho verdadeiro repúdio a esses tipinhos, que quando te conhecem te olham de cima a baixo e perguntam quantos livros por semana você lê, depois de dizerem quantos livros por semana eles lêem. Caro leitor deste blog, se alguém te disser “leio x livros por semana”, a única resposta adequada é “foda-se”, qualquer outra coisa é lisonjeira demais.

Eu não sei quantos livros eu já li esta semana, ou este mês, ou este ano, leio porque gosto e porque quero me educar, não preciso prestar contas à ninguém. Bem que o bibliófilo tenta, mas não consegue esconder como ele é parecido com o “pegador” que conta com quantas ficou na balada, ou o playboy que faz selfie no Outback pra por nas redes sociais.

Se você for num dos fóruns de leitura, o covil dessas criaturas vaidosas, não cometa jamais o erro de dizer que tem outro hobbie além de ler. Já cometi este equívoco num tópico de apresentação de novos membros, ao que uma das participantes disse “achei curioso você citar essas outras coisitas mais”. Claro, que absurdo, alguém fazendo algo com o tempo livre além de ler, quem pensaria nisso!

E não serve ler qualquer coisa, nem passa por suas cabeçonas que possa haver textos valiosos na internet, tem que ser livro e em papel, você não é puro o bastante para esses sujeitos se preferir a enorme praticidade dos ebooks.

E não é qualquer livro. Como muitos cinéfilos, os bibliófilos seguem a regra do “quanto mais velho e chato, melhor”. Ou pelo menos, melhor para se gabar na sua rodinha de pseudo-intelectuais… Na verdade, a escola ensina isso, que literatura que presta é só Machado de Assis e José de Alencar. E os poucos que gostarem dessa tralha velha vão fazer letras, virar tias gordas de português, e continuar o ciclo, ensinando que “literatura é isso”.
E depois vêm se queixar que “o brasileiro não lê”. Não, seu arrogante, só não lê o que você quer, a sua lista obrigatória. Harry Potter fez mais para ensinar o valor da leitura aos jovens do que qualquer professor de literatura jamais sonhou, assim como Diário de Um Banana, Sr. dos Anéis, Crepúsculo, os livros baseados em games, como os do Assassins Creed…

Se quer uma dica, eu gosto bastante dos livros da série Risoli & Isles, da escritora americana Tess Gueritsen, série policial, o primeiro da lista é O Cirurgião. E não, não é uma literatura fútil e vazia. Em Busca de Wondla também é uma ótima pedida. Eu pretendo dar dicas literárias aqui. As minhas dicas você pode até achar legais, mas, um aviso, podem não te fazer popular naquela rodinha de “caras cabeça” reunidos no Memorial da América Latina (podem até te fazer popular na rodinha de maconha, mas não da fefelech).

Por fim, uma confissão: Ler é uma forma de escapismo. Não lute com isso, você sabe. Pode ser proveitoso, pode te deixar inspirado, provocar reflexão… Mas aquelas páginas podem te deixar desligado por horas. Mas tudo bem, todos merecem…

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