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PGP e Criptografia de Chave Pública: O que é e para que serve?

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Em 1991, o criptógrafo Phil Zimmermann desafiou o governo dos Estados Unidos ao lançar publicamente seu novo programa de criptografia de chave pública chamado PGP, Pretty Good Privacy, o primeiro que permitiu criptografia de email de forma relativamente prática, sem exigir que remetente e destinatário se encontrem fisicamente em algum momento. Foi ousado publicar o software para distribuição livre na então jovem internet, porque qualquer sistema de criptografia com chave maior que 40 bits (ou seja, qualquer um que não seja um brinquedo) era considerada pelo governo americano como criptografia de nível balístico ou militar, e sua exportação, pela lei da época, era análoga à exportação de munição, e estava proibida, especialmente para países que estavam sob embargo dos EUA, como Irã. Zimmermann sabia e enfrentou bravamente o governo americano num longo processo. Foi um dos casos em que desobedecer a lei é a coisa a se fazer, e o benefício que o PGP ofereceu às pessoas de todo mundo é incalculável, os que mais usufruíram dele foram jornalistas, ativistas, militantes, whistleblowers, e quaisquer pessoas residentes em países ditatoriais (ou não) em que suas comunicações privadas poderiam até lhes custar a vida. Mas não se engane, não são só os iranianos, cubanos e paquistaneses precisam de privacidade, e também não apenas criminosos, como muitos pensam. Todos precisam, e você não sabe de que forma uma informação aparentemente trivial sua pode ser usada contra você, até que o improvável aconteça.

O protocolo PGP, apesar de ser fácil o bastante para ser usado por leigos em informática com algum esforço e alguma vontade de aprender coisas novas, é bastante complexo em seu funcionamento, e a troca de mensagens criptografadas envolve não apenas a criptografia assimétrica ou de chave pública, mas também criptografia simétrica tradicional para chaves de sessão e outras minúcias técnicas. Mas aqui, para todos os efeitos, vou ignorar estas tecnicalidades e falar apenas da criptografia assimétrica, que é a essência do PGP. A intenção neste post é explicar o mínimo que você precisa saber sobre o sistema e decidir se é necessário para você. É um pouquinho complicado, mas não é ciência de foguetes, então vamos por partes (insira sua piada manjada favorita de professor de cursinho envolvendo serial killers londrinos)

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https://www.theguardian.com/technology/2016/dec/16/venezuela-bitcoin-economy-digital-currency-bolivars

Sabe o meu post sobre o bitcoin em que eu expliquei as vantagens, mas também disse que é uma moeda muito instável e não é tão seguro quanto guardar num banco? Aparentemente, estas advertências não valem se você vive na Venezuela.

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O Que Pensar do Bitcoin?

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Ouvi falar do Bitcoin pela primeira vez, se não me falha a memória, em 2011, quando conheci a Deep Web, mas só fui saber mais a respeito dele, e tentar usar pela primeira vez, em 2013, na época que o site Silk Road foi fechado e seu suposto dono, Ross Ulbrich, preso. Nesta época ocorriam discussões acaloradas no YouTube entre libertários radicais como Dâniel Fraga, defendendo com entusiasmo a tal “moeda descentralizada revolucionária”, com a qual conseguiríamos derrubar o Estado e estabelecer uma sociedade anarco-capitalista, e YouTubers mais céticos, que ressaltavam os problemas de ordem prática. O maior deles: Não ser uma moeda aceita em lugar algum. E, alegavam, se o governo achar a novidade uma ameaça, pode simplesmente proibi-la. Além de sofrer de inúmeros problemas de segurança.

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