Aplicativos, gadgets, geek, internet, Segurança e Privacidade

Haven

Existe uma boa chance de você ter um aparelho Android velho em sua casa, celular ou tablet, esquecido em uma gaveta após ser trocado por um aparelho mais moderno. Possivelmente ele tem uma versão obsoleta do sistema Android, ainda na 4.x. Mas se ainda funcionar, você pode encontrar muitos usos interessantes para o seu aparelho, dentre eles, transformá-lo em um dispositivo de segurança, isto é, a segurança física.

O aplicativo Haven, desenvolvido por Edward Snowden em parceria com o Guardian Project e lançado no final de 2017, foi pensado exatamente para isso. Ele leva o conceito de câmera de segurança muito além: Todo aparelho Android, além de câmera e microfone, tem outros sensores, como giroscópios, bússola e acelerômetro, mesmo os mais velhos, e podem perceber movimentos ao redor e oscilações na superfície em que está apoiado. Uma das utilidades do Haven é deixar o aparelho em algum canto de sua casa que queira vigiar enquanto estiver ausente. Pode ser configurado para registrar qualquer evento em que a luz seja acesa ou apagada, em que um som for captado, ou em que uma vibração for percebida na superfície em que o aparelho está. E pode ser configurado também para avisar o usuário a cada evento registrado, por Wi-Fi, enviando relatórios em mensagens criptografadas (pelo Signal, o padrão ouro dos sistemas de mensagens criptografadas) com alguma regularidade. Ou o aplicativo pode ser configurado para ser acessado a qualquer momento pela rede Tor. Esta última opção não precisa que se tenha um número de celular extra, o que explicarei mais abaixo.

Não é um conceito totalmente novo. Já existiam aplicativos para transmitir a imagem da câmera e do microfone pela internet, para acessar os sensores do celular de formas criativas e transmitir os dados… O Haven usa várias tecnologias que já existiam e as coloca num único pacote, funcional, relativamente fácil de usar, gratuito, e com um canal extremamente seguro para ser acessado remotamente.

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O Mínimo Que Você Precisa Saber Sobre HDTV

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Como o título sugere, este guia que estou redigindo será breve (mais ou menos),  longe de ser um guia definitivo, de abranger todos os pormenores de como configurar uma TV para obter melhor qualidade de imagem; é escrito por um autodidata dedicado, não um engenheiro ou coisa que o valha. Mas pretendo te dar uma boa ideia de como escolher uma televisão e de como fazer uma configuração minimamente decente, bem melhor do que deixando no padrão de fábrica, e dar a ideia do que pesquisar se quiser se aprofundar mais. Minha TV, na qual faço todos os experimentos, é uma LCD da marca Samsung de 48″, 4k mas não HDR; mas as dicas que eu vou dar servem para todas as TVs LCD modernas, o que mais muda são os nomes, consulte o pai Google DuckDuckGo para mais detalhes sobre a sua marca e modelo. Este post é apenas sobre imagem, fico devendo a vocês um sobre som, assunto sobre o qual sei menos ainda.

TV é um termo anacrônico, que ficou por tradição mas não faz tanto sentido, uma vez que uma grande parte dos consumidores que compram o aparelho, especialmente os que escolhem modelos mais caros, não visam usá-lo principalmente para assistir Jornal Nacional nem Chaves, mas para ver filmes e séries em alta definição, jogar videogame, ou ligar no computador para usar como um monitor. Eu sou um caso grave de transtorno obsessivo-compulsivo  um geek e gosto de saber tirar o melhor proveito dos meus eletrônicos, pesquiso bastante, e especialmente no caso da televisão, cara ou barata, você perde muito deixando as configurações de fábrica. Você quer o famoso eyecandy, uma imagem de alta fidelidade, não escura nem com quaisquer artifícios, exatamente o que o produtor do conteúdo esperava que você visse, e que seja agradável aos seus olhos (ou devo dizer, ao seu córtex visual?). Então, permita-me explicar alguns detalhes. Primeiro, vamos ao guia de compras.

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Ebooks e Kindle: Opinião e Dicas de Uso

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Adoro livros digitais! Sou verdadeiramente viciado neles, adoro ler de tudo em meu Kindle. Tive um Paperwhite por muitos anos, que só recentemente troquei pelo meu Voyage atual, que você vê na foto, o antigo dei para minha mãe.

O público leitor é provavelmente o mais tradicionalista, em questão de formato de mídia. Os leitores são os consumidores de conteúdo que mais fazem questão da mídia física. Dentre as pessoas que gostam de música, só um pequeno nicho é fã de vinis e CDs, a maioria dos ouvintes sempre ouviu música sem fazer a menor ideia de quais tecnologias estavam por trás das ondas sonoras, ouviam no rádio sem se importar se no estúdio a música estava gravada em vinil ou cassete. Com a digitalização do cinema, as locadoras entraram em extinção, e o termo “filme” acabou anacrônico, uma vez que as salas de cinema estão usando projetores digitais com filmes gravados em um servidor na sala de projeção, e ninguém ligou pra isso. Mas os livros são outra coisa, o papel é muito estimado. Os leitores dão muito valor às características físicas físicas do objeto que guarda a obra. Todo mundo julga o livro pela capa quando anda entre as prateleiras da livraria. A capa, a textura do papel, a fonte usada para o texto… Os biblófilos torcem o nariz para os ebooks, acham que isto é coisa de leitores casuais que só leem trivialidades, não de quem quer ler coisa séria e entender o texto com profundidade.  Apesar deste preciosismo, os ebooks são populares.

Como é prático! Eu já fiz um post recentemente sobre o livro da minha vida, Os Bons Anjos de Nossa Natureza. E sério, teria sido uma merda ler um livro de mais de 800 páginas na cama com uma lanterna. E como leio bem em inglês, e dou preferência a ler as coisas no original, sempre que posso. É extremamente caro e demorado importar livros de papel do exterior. Com o Kindle, no entanto, compro e o livro é baixado em segundos para o meu aparelho, e por um preço similar, ou até mais barato, do que eu compraria no Brasil. Mesmo que você só queira livros em português, é melhor que ir à livraria só pra comprar o livro, ou encomendar da internet. E também dá pra fazer anotações e grifos sem sujeira. Nunca gostei de fazer isso nos livros por causa da sujeita, mas no Kindle e outros leitores de ebooks, eles são simplesmente arquivos anexos, que ficam salvos na nuvem, e podem ser vistos em outros dispositivos sincronizados. Já escrevi muitos posts aqui abrindo e consultando o programa do Kindle no Windows, com as anotações que fiz no aparelho dedicado.

Outra vantagem é ler definições de palavras durante a leitura na tela do próprio aparelho, sem ter que parar para olhar no celular ou computador e se distrair. Além de consultar a Wikipédia, você pode usar um dicionário. A Amazon oferece dicionários gratuitos, de definições e traduções. O dicionário Priberian português-inglês eu achei bem fraquinho, investi no dicionário Porto, que é melhor. E sem falar de poder carregar toda a sua biblioteca em um aparelho levíssimo, e escolher qualquer um que quiser ler quando estiver fora de casa, o que der na telha.

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Mini Super Nintendo: Vale à Pena?

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Ok, só para variar vou falar de um assunto mais leve aqui, chega de depressão e filosofia, vamos falar de coisa boa: Tekpix  O relançamento do videogame de maior sucesso da Nintendo, o Super Nintendo, em uma graciosíssima versão miniaturizada! O Classic Mini Super Nintendo, ou apenas Mini SNES, com o visual idêntico ao original, virá com os jogos clássicos remasterizados em HD, e certamente todo fã deveria começar a juntar as moedas no cofrinho, o lançamento será em setembro, e por tempo limitado… Ou será que deveria?

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Dica: Universal Media Server

Talvez um dos maiores empecilhos para assistir vídeos do computador na televisão seja mobília. Ou seja, o PC ou Notebook ficam longe da TV da sala ou nem fica no mesmo cômodo, e o cabo HDMI não é uma opção, ou pode não ser conveniente (ficar na passagem, correndo o risco de alguém tropeçar). Ficar passando filmes do pendrive pra TV é chato e demorado, algumas TVs, especialmente as mais antigas, não são compatíveis com todos os formatos, e alguns modelos (em especial da marca Sony) não tocam legendas externas.

A solução é transformar o seu PC num servidor de mídia, um servidor DLNA, para acessar seus vídeos no PC da TV, navegar por eles com controle remoto. Qualquer Smart TV fabricada nos últimos 2 ou 3 anos terá esta função, e mesmo as mais antigas, contanto que esteja ligada na mesma rede (wi-fi ou cabo) que o computador. Se a TV for mais antiga e não tiver suporte a DLNA embutido, ou nem for smart (ou for só um monitor), você também pode ligar um Chromecast nela, ou um Amazon Fire TV, Roku, ou mesmo um Blu-ray player, assim obter funções Smart sem ter que trocar de TV.

Só o que você precisa no computador é um programa, e o melhor que existe é um freeware chamado Universal Media Server (UMS). Provou-se muito superior à todas as alternativas que testei (inclusive os famosos Plex e Serviio). Eles mesmos fornecem uma lista de características que o programa tem e os concorrentes não, se quiser checar, mas eu recomendo não com base nesta lista, mas por uso meu e na casa de amigos, que ficaram bastante satisfeitos por ser tão eficiente e descomplicado.

Multiplataforma (Windows, Linux e Mac) e oferece instalação e configuração inicial mais intuitivas possíveis. Acrescenta legenda automaticamente, só deixar na mesma pasta do vídeo com o nome exatamente igual, menos a extensão, que na legenda é srt ou sub. A sua TV deve encontrar sem demora nas opções de fontes de vídeo. Existem várias configurações avançadas, mas provavelmente você nem precisará mexer nelas. O programa também é compatível com Playstation 3 ou 4, e Xbox 360 e One. Veja a lista completa.

Freeware de verdade, não tem nenhum modo premium, e baixando do próprio site do desenvolvedor, que eu estou colocando logo abaixo deste parágrafo, não vem com nenhum adware ou outro malware embutido.

http://www.universalmediaserver.com/

Observação: Infelizmente, não funciona com Apple TV, que não é compatível com DLNA nem Miracast, só com o sistema próprio da Apple. Ou pelo menos não com facilidade, plug-and-play. Se você quiser ver filme com legenda num Apple TV, a opção é gravá-las no filme (hardcoded) fazendo um novo arquivo, com um programa como o Handbrake, que também é freeware, e depois adicionar à biblioteca do iTunes. Parece que no Amazon Fire TV também não é tão simples fazer funcionar com um servidor DLNA como o UMS.

Observação 2: Se a sua TV não for smart mas você quiser funções smart com um aparelho ligado via HDMI, mas sem gastar muito, fuja daquelas Google TVs ou Android TVs vagabundas vendidas no Mercado Livre, as mais baratinhas, que vem com Android 4.x. A melhor opção econômica sem dúvida é o Chromecast.

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Uma ideia para a Microsoft

Infelizmente o Windows Phone não deu certo, e a Microsoft acabou como a

grande perdedora da batalha da primeira metade desta década pelo mercado

de smartphones, só não ficou mais feio que o Blackberry.

O que dá para a empresa de Redmond fazer?

Simples, esqueçam o conceito de sistema operacional móvel, vendam um

computador miniaturizado com Windows 10 padrão, aquele feito para

computador. Desta forma você poderia ter qualquer programa feito para

Windows no seu bolso, qualquer exe (até Tibia) e não estar reduzido ao

raquítico acervo do Windows Phone. Só teria que adicionar drivers

específicos para trabalhar com chip de telefone, e aplicativos de telefone

e mensagem.

Sim, isso é tecnologicamente possível. Na verdade, a MS já fez isso com sua

linha de tablets Surface, se eu não me engano. Ou eles terão que

simplesmente desistir do mercado de celulares e admitir que neste mercado o

Unix/Linux ganhou, muito ao contrário do que se passou com o mercado de PCs

para usuário doméstico.

Se der certo, eu mando o número da minha conta para vocês mandarem a minha

comissão.

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Computações Geek: Android TV, era melhor um Chromecast

O que eu comprei, na verdade, não é um Android TV. O sistema operacional,

na verdade, é um Android de tablet personalizado para funcionar em um

minicomputador com um monte de portas usb. O vendedor foi desonesto por ter

anunciado um aparelho com Android 5, quando na verdade o que vem instalado

é o 4.4 Kitkat. E nem sonhe que essa gambiarra algum dia receberá uma

atualização. Lembre-se: Aparelhos desatualizados na rede da sua casa são um

risco à sua segurança e privacidade.

Quão bem ele funciona?

Tão bem quanto você esperaria de uma caixinha de R$200. Está ok se o que

você precisa for só de um dispositivo para tocar vídeos e músicas de um

pendrive. E o pendrive ou hd extremo é altamente necessário, visto que a

memória interna do aparelho é desprezível.

Surpreendentemente, ele faz resolução 4K. Uau. Mas não vá esperando que

você vai assistir o Netflix em 4K com ele, não vai rolar, o Netflix só

libera 4K para certos aparelhos específicos. Também é notável que ele tem

um desempenho sofrível, e não dá pra fazer streaming de torrents (leia-se

popcorn time) nele, fica fazendo buffering eternamente. Eu também não

confiaria nele para fazer streaming de vídeos do computador ou celular por

DLNA.

O fato de o Android ser de tablet é um problema, pois significa que não

necessariamente os aplicativos vão funcionar com o controle remoto. Nos que

eu testei, ter um mouse conectado é absolutamente necessário para conseguir

usar. O YouTube também oferece uma resolução menor quando está rodando em

um dispositivo móvel.

Vale a pena?

Não. Todas as TVs modernas tem função de ler arquivos de vídeo de um

pendrive, apesar de algumas (por exemplo as da Sony) não lerem legendas.

Por mais ressalvas que eu tenha às SmartTVs, esta é uma função extremamente

básica que todas fazem relativamente bem. Se nem a sua TV nem os

dispositivos (dvd/bluray) ligados nela tiverem essa função (ou não lerem

legendas), o Chromecast é literalmente melhor em tudo do que o Android TV

falseta.

Em especial, ele resolve o problema do software de fábrica ficar obsoleto,

e de você depender do fabricante para ter aplicativos novos. E não precisa

passar as coisas para pendrive, sendo que ele transmite direto do seu

computador ou celular. E se você for obcecado por ter um controle remoto à

moda antiga, o Chromecast agora reconhece o controle da TV. Legal.

Sério, Google, agora só libera o 4K, por favor.

Ou talvez seja melhor investir numa placa de vídeo que faça resolução 4K…. É, o cabo HDMI ainda é a melhor opção. Para quem não tem medo de fios.

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