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O que há de errado com o Linux?

Primeiramente, vou deixar claro que eu adoro o Linux. O surgimento deste sistema operacional livre em 1991 foi um dos acontecimentos mais felizes da história da informática, e foi um elemento fundamental para o crescimento e popularização da Web, sendo que o Linux, junto do também livre Apache, forneceu uma plataforma gratuita, livre e de alta qualidade para servidores da internet; até hoje é o mais usado nesta seara. Poderia ter sido diferente. O sucesso do sistema do pinguim foi resultado de certas contingências: O BSD (hoje FreeBSD), versão do Unix desenvolvida pela Universidade de Berkeley, Califórnia, era um sistema livre – gratuito e de código aberto – bastante completo e maduro, tinha tudo para ser a alternativa livre ao Windows e Mac OS, mas no começo dos anos 90, mas estava impedido de ser distribuído, devido a um processo da AT&T, criadora do Unix e detentora da marca, contra a Berkeley. Na década anterior, o pacote de software GNU, de Richard Stallman e sua Free Software Foundation, conseguiu reproduzir diversas ferramentas fundamentais do Unix, usados até hoje, como o compilador gcc, o editor de texto emacs, o dd, interfaces de redes TCP/IP…

Mas um sistema operacional completo precisa de um kernel, que é sua base, controlando diretamente o hardware e gerenciando a alocação de recursos do sistema e a execução de programas. O kernel do GNU, o Hurd, estava longe de ser funcional. Afortunadamente, um jovem estudante da Suécia, Linus Torvalds, criou um kernel muito bom, que o GNU acabou adotando, e serviu como a peça que faltava no quebra-cabeça. Até hoje alguns puristas se referem ao sistema Linux como GNU/Linux. O Hurd acabou saindo e ainda existe, mas não serve para nada. O FreeBSD também saiu, quando o problema judicial foi finalmente resolvido, mas só depois do sucesso do Linux já ter emplacado. É empregado em diversos sistemas de produção, mas não tão amplamente quanto o Linux.

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filosofia, Humano, Política, sociedade

Um Manifesto Contra os Inimigos da Modernidade – Parte 1

Título Original: A Manifesto Against the Enemies of Modernity
Autores: James A. Lindsay e Helen Pluckrose, para a Areo Magazine
Texto original:
https://areomagazine.com/2017/08/22/a-manifesto-against-the-enemies-of-modernity/

Tradução por c0Anomalous, autorizada pelo editor chefe da Areo Magazine, Malhar Mali. Revisão: Mayumi Busi.

Um agradecimento especial a Malhar Mali pela atenção e autorização, e à minha amiga Mayumi Busi, estudante de ciências sociais, que revisou a tradução.

Esforcei-me para ser o mais preciso possível, conservando quase integralmente a escolha dos autores quanto a aspas, parênteses, itálicos, e maiúsculas para certos termos; fazendo o mínimo necessário de ajustes para a sintaxe portuguesa. Coloquei entre parênteses o termo original quando não encontrei uma tradução exata, e Mayumi ajudou a alisar as arestas. Se ainda assim houver erros, por favor, não deixe de aponta-los nos comentários. Segunda parte em breve.

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