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O Mínimo Que Você Precisa Saber Sobre HDTV

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Como o título sugere, este guia que estou redigindo será breve (mais ou menos),  longe de ser um guia definitivo, de abranger todos os pormenores de como configurar uma TV para obter melhor qualidade de imagem; é escrito por um autodidata dedicado, não um engenheiro ou coisa que o valha. Mas pretendo te dar uma boa ideia de como escolher uma televisão e de como fazer uma configuração minimamente decente, bem melhor do que deixando no padrão de fábrica, e dar a ideia do que pesquisar se quiser se aprofundar mais. Minha TV, na qual faço todos os experimentos, é uma LCD da marca Samsung de 48″, 4k mas não HDR; mas as dicas que eu vou dar servem para todas as TVs LCD modernas, o que mais muda são os nomes, consulte o pai Google DuckDuckGo para mais detalhes sobre a sua marca e modelo. Este post é apenas sobre imagem, fico devendo a vocês um sobre som, assunto sobre o qual sei menos ainda.

TV é um termo anacrônico, que ficou por tradição mas não faz tanto sentido, uma vez que uma grande parte dos consumidores que compram o aparelho, especialmente os que escolhem modelos mais caros, não visam usá-lo principalmente para assistir Jornal Nacional nem Chaves, mas para ver filmes e séries em alta definição, jogar videogame, ou ligar no computador para usar como um monitor. Eu sou um caso grave de transtorno obsessivo-compulsivo  um geek e gosto de saber tirar o melhor proveito dos meus eletrônicos, pesquiso bastante, e especialmente no caso da televisão, cara ou barata, você perde muito deixando as configurações de fábrica. Você quer o famoso eyecandy, uma imagem de alta fidelidade, não escura nem com quaisquer artifícios, exatamente o que o produtor do conteúdo esperava que você visse, e que seja agradável aos seus olhos (ou devo dizer, ao seu córtex visual?). Então, permita-me explicar alguns detalhes. Primeiro, vamos ao guia de compras.

Escolhendo Uma HDTV

4K Vale a Pena?

4k ou UltraHD significa que a resolução horizontal da TV é de quase 4000 pixels no aspecto 16×9. Quase3840 na verdade. Pouco tempo atrás, costumava-se nomear a resolução pela vertical (mantendo sempre estável o aspecto 16×9 ou 1.77:1), que no caso do 4k é de 2160, em oposição aos 1080 do HD, mas os astutos marqueteiros sabem que números maiores vendem mais fácil. 4k soa 4x maior, não 2x maior que o HD, como realmente é. Lembra das gerações de videogames? 8 bits, 16bits, 32 bits… como se não houvesse zilhões de variáveis envolvidas além do processador para o desempenho gráfico do console. A brincadeira só parou na geração do PS2, quando a coisa ficou muito longe da verdade; tecnicamente falando, nem o console da Sony nem seus concorrentes tinham processador de 128 bits de verdade. Mas divago, de volta às televisões…

Claro que resolução importa. Mas pergunte-se em primeiro lugar: A que distância vou ficar da televisão, normalmente? Para qual cômodo? No sofá da sala de estar, distante uns 5 metros, ou é uma TV para o quarto, em que você ficará sentado a um metro ou dois da tela? Porque uma TV 4K pequena (tela próxima de 50″) só vale a pena se for sentar perto. A matemática é simples: Sentando perto a imagem preenche mais do seu campo visual e você distingue mais detalhes. Por isto mesmo que uma tela de celular presa em frente aos seus olhos por um par de óculos de realidade virtual pode parecer um Imax, mas isto é assunto pra outro post. Pense em uma pintura pontilhista, e o quanto você precisa se aproximar do quadro para discernir os pontos. Olhando mais longe, você provavelmente não será capaz de dizer se o pintor usou 4 ou 8 gotas de tinta para cada cm² de tela. E uma TV LCD é basicamente uma tela pontilhista (especialistas em arte, por favor não me linchem, isto é só uma metáfora pedagógica). Após uma distância x, a diferença entre HD e 4K é virtualmente imperceptível. Não é no chute que você deve decidir, veja a tabela abaixo:

Não se esqueça de converter a distância, no eixo y, de pés para metros. Cinco pés = um metro e meio, dez pés = três metros.  Uma TV de 50″ pode valer a pena se estiver no seu quarto bem em frente à sua cama, onde você assistirá sentado na borda ou deitado com a cabeça no travesseiro, e uma menor de 40″ ou menos, você só vai perceber a diferença de HD e 4k praticamente com o rosto colado na tela. Ao contrário do que a sua avó dizia, isto não causa danos permanentes à visão, mas não é muito confortável ou mesmo possível dependendo da mobília. Pela minha experiência subjetiva, e sentando bem perto da tela, mas não “colado” (1,5 – 2m) a diferença entre 4k e HD é sim perceptível. porém muito sutil, é bem menos notável que a diferença entre algo em definição padrão e HD (digamos, de um DVD pra um Blu-ray). Não é uma enganação, mas não é tão extraordinário quanto o hype leva a crer, não pra maioria dos consumidores.

A resolução, apesar de ser o aspecto da qualidade de imagem mais lembrado, não é o único, tão pouco o mais importante. Acredite: Os projetores de cinema digitais usam a mesma resolução das televisões, 2k ou 4k. O que muda é que os filmes no cinema têm um bitrate muito maior, dentre outras coisas. Um quadro de vídeo pode ser muito mais detalhado que outro de mesma resolução dependendo do bitrate, dentre outras tecnicalidades, leia abaixo sobre HDR para entender o que mais influi na qualidade da imagem além da resolução. Aliás, antes de comprar uma TV 4k especificamente pela resolução mais alta (para você um determinado aparelho pode valer à pena por outras qualidades, claro, mesmo que só pelo 4k não valha) pesquise se terá conteúdo 4k que ache interessante.

O Netflix já tem bastante coisa em 4k, as séries novas estão todas vindo em 4k, disponível apenas em seu plano mais caro (que também dá direito a assistir em 4 aparelhos simultaneamente) e para usufruí-lo precisa no mínimo de uma conexão de 25-30mbps, de preferência com a TV ligada na internet por cabo de rede (wi-fi é sempre pior, perde-se velocidade invariavelmente). Também se encontra algum conteúdo 4k no  no Amazon Video. Merece destaque à genial série Man In the High Castle. Também ouvi falar bem da American Gods, outra série da Amazon disponível em 4k. Também se encontra filmes e séries em UltraHD nos blu-rays 4k que chegaram ao mercado recentemente… Por um preço nada camarada. E, a quem interessar possa, tem bem pouco conteúdo 4k no “PirataFlix”, isto é, na rede BitTorrent, provavelmente porque estes vídeos são protegidos com uma criptografia muito mais robusta.

Para games, você vai precisar de uma configuração bem avantajada se quiser jogar jogos modernos em 4k. Mesmo que a sua placa de vídeo suporte 4k, não significa que você poderá jogar The Witcher 3, WatchDogs 2 ou GTA V em 4k, a não ser que sacrifique muito todas as outras configurações de vídeo, como texturas e profundidade de visão. Não vale a pena. E falando em games, se tiver que optar entre 60fps ou 4k, vai de 60 fps sem pestanejar.

E este tal de HDR?

hdr

HDR, High Dynamic Range, é a nova aposta da indústria para novos modelos top de linha, visto que 4k só faz muita diferença em telas grandes/sentando muito perto, e o 3D, apesar dos melhores esforços do marketing da indústria de entretenimento e de eletrônicos, não deslanchou, e nem serão mais fabricadas TVs 3D. Já o HDR tem a vantagem de oferecerem um patamar de qualidade bem maior que o comum independente do tamanho da tela e distância.  Como a imagem acima mostra, com HDR você tem todas as sutilezas do conteúdo original em sua tela, nuances que normalmente são “capadas”. Colocando em miúdos, o HDR oferece uma gama de contrastes e tonalidades de cor muito mais rica, com pretos mais profundos e claros mais vibrantes (muito mais que 50 tons de cinza, com o perdão do trocadilho) quase com a mesma riqueza de detalhes que foi captada pelas câmeras no estúdio. Sim, é legal, mas assim como no caso do 4k, o consumidor depende do pouco e caro conteúdo oferecido neste padrão, e atualmente há menos ainda em HDR.

A série citada acima, Man In The High Castle, da Amazon (mas não a American Gods) é uma das poucas disponível em HDR. O Netflix resolveu estrear no HDR com uma produção própria, um filme baseado no consagrado anime Death Note, que eu assisti hoje e cheguei à conclusão que o “Sr. Netflix” simplesmente encomendou um filme bem escuro para que o contraste faça a maior diferença possível, uma franquia conhecida pra chamar mais a atenção, e só, que se lasque o roteiro. Quem não conhecia o anime não gostou. Quem conhecia e era fã se sentiu agredido. Já ouviram falar que a primeira impressão é a que conta? Pois é… Péssima escolha, Netflix, acho que muita gente vai ficar desapontada com o HDR. Mas não desista. Com videogames, a feature vale mais a pena. Mas só está disponível em consoles mais atuais e computadores muito potentes.

Independente do HDR, dá para ter uma diferença “da água pro vinho” na imagem de uma TV apenas dedicando um tempinho para fazer ajustes adequados. Antes, mais uma dica de compra:

Não gaste muito dinheiro no cabo HDMI. Pode economizar nisto, com uma ressalva: Existe uma diferença relevante entre o padrão HDMI 1.3, 1.4 e 2.0, no quesito largura de banda,  o que pode fazer diferença para conteúdo de alta qualidade, mas virtualmente nenhuma entre cabos do mesmo padrão de diferentes marcas. O que o cabo HDMI transmite é um sinal digital, todo cabo HDMI 2.0 vai fazer a mesma coisa. Tanto faz se os contatos são folheados a ouro, se o cabo é revestido por tecido ou se é benzido pelo dedo do papa. Quando há um defeito no sinal HDMI, como em qualquer transmissão digital, as falhas na imagem são gritantes, não tem como não perceber. Mas no geral não faz diferença, assim como o cabo USB que você usa pra passar as fotos do celular pro computador não interfere na qualidade das fotos. Os “cabos super deluxe platinum” não oferecem sutis aprimoramentos na imagem, como seus fabricantes prometem.

Falando de TVs, que são uma compra grande para a maioria dos consumidores, atente-se também a detalhes mais “chatos”, mas que fazem diferença para o seu usufruto, como o número de portas HDMI, entrada USB, compatibilidade com formatos de arquivos de vídeo e legendas, e sistema operacional, se as funções Smart forem importantes.

Um detalhe nada chato é a tecnologia da tela: As de LCD com luz de fundo LED são as mais comuns nas lojas, mas outras tecnologias, como OLED, estão agradando muito a crítica especializada por apresentarem melhorias inequívocas em comparação com as antigas. Eu consideraria isto um fator decisivo ao comprar uma TV nova.

Configurando uma HDTV

Modos de Imagem

Primeiro, vamos ao modo de imagem, que todas as marcas possuem, com nomes similares. O modo de imagem, ao contrário do que muitos pensam, não é só um pacote predefinido de configurações de brilho e contraste, ele altera o pós-processamento da imagem na tela. Antes de mais nada, esqueça os modos vibrante ou dinâmico, eles só servem para uma coisa: Para fazer as televisões mais atrativas nas lojas e encantar os olhos da freguesia, sempre passando vídeos exuberantes de filmagens subaquáticas, balões coloridos e etc. Na verdade, este modo só vai cansar a sua vista e distorcer as cores. Uma jaqueta vermelha neste modo de cor, ao invés de ter um legítimo “vermelho couro tingido” terá um aspecto vermelho neon. O que você quer não é só que a imagem seja bonita, mas fiel ao material original. Então, vou me focar em dois modos principais, além do padrão, comuns à maioria das marcas e modelo: cinema e game.

O modo cinema é bom não só para filmes, mas para qualquer tipo de vídeo: YouTube, NetFlix, PirataFlix, TV a cabo, TV aberta… You name it. Pode procurar nos fóruns de geeks, é a que mais faz sucesso. A única ressalva que li a respeito é que o modo cinema é melhor para ambientes com pouca luz ou de luzes desligadas (como num cinema mesmo), e para ambientes iluminados, seria melhor manter o modo padrão. Eu ainda deixo o cinema pra quase tudo, mas como sempre, varia com a marca, modelo e gosto pessoal.

E o modo game poderíamos apelidar de modo “cru”. Como mencionei acima, a TV realiza um pós-processamento da imagem recebida do aparelho ao qual está ligada (ou que é gerada pelos próprios aplicativos embutidos na SmartTV), os quadros não são simplesmente exibidos em sequência, mas mesclados segundo alguns algoritmos para fazer uma imagem mais fluída e corrigir imperfeições. Mas para games, isso é ruim: Em primeiro lugar, todo processamento de imagem que o game precisa já foi feito no próprio console ou PC, o da TV só vai piorar a imagem. E pior, vai diminuir a velocidade de exibição, ainda que seja só em microsegundos, mas faz diferença em jogos que demandam muita velocidade e precisão, e você não ganha nada, não tem o que melhorar no hardware da própria TV.

Na minha Samsung, o modo game está bem escondido nas configurações (não está nem dentro das configurações de imagem, mas em gerais) e avisa que ligando o modo game você pode perder qualidade, mas agora que você entende como funciona, ligue sem dó. Eu também ligo para quando a TV está ligada ao meu PC, pois da mesma forma, o pós-processamento da TV é inútil. Use um player de vídeo como o Media Player Classic Black Edition, ou o VLC no Linux e Mac, e seja feliz. A exceção é se você tiver um console antigo, como um PS2 ou anterior, que foram lançados quando nem havia TVs HD no mercado, aí não é legal, ponha a TV no modo cinema ou padrão.

Vale lembrar que a sua TV provavelmente tem uma opção de definir uma configuração específica pra cada entrada: A do PC vai ser uma, do decodificador de TV a cabo outra, e do Playstation outra, do Netflix outra… Assim você não precisa mudar o tempo todo, cada vez que vai fazer uma coisa diferente, é só mudar de entrada que ela já muda para as settings que você otimizou para aquela entrada.

Outros efeitos de pós-processamento oferecidos pela TV são correção de artefatos MPEG e digital clear view. Mais uma vez, dispense, a não ser que esteja vendo ou jogando algo bem retrô.

Brilho, contraste, etc e tal

Talvez o mais chato ao escrever este guia seja a questão da subjetividade. Uma mesma imagem pode parecer boa para uns e horrível para outros. Aliás, será que quando duas pessoas veem a mesma TV a experiência subjetiva delas é igual? Elas veem a mesma imagem e têm impressões diferentes, ou veem imagens diferentes? Tem como verificar isto? Eu mesmo pesquiso sobre o assunto e comecei uma série de textos sobre isto aqui no blog. Mas este post é do departamento geek, e não precisamos entrar nesta questão. Se quiser um bom padrão objetivo para decidir se já pode parar de apertar botões e começar a se entreter, pode usar um vídeo como estes:

Mas o melhor teste ainda é ver como fica a sua série de estimação.

Agora vamos tirar uma pedra do caminho: A nitidez.

Nitidez fake

Ao contrário das settings brilho e contraste, que apenas alteram níveis das “propriedades intrínsecas” da imagem, a nitidez adiciona algo artificial: Ela adiciona uma espécie de “borda” aos contornos da imagem, de forma a fazê-la mais “suculenta”, ou seja, também é uma forma de pós-processamento, e é outra boa pedida se você for um lojista querendo cativar os olhos da freguesia incauta. Mas para assistir em seu lar, fica a dica: Ponha no zero. Seja pra vídeos ou para jogar. Pode parecer estranho no começo, mas experimente pelo menos por alguns dias, a nitidez não traz nenhuma melhoria real. Tem um porém:

O item nitidez não significava a mesma coisa nas antigas TVs de tubo, que não tinham entrada de sinal digital, mas analógica (famosos três pinos, dois para o som e um para vídeo) e o conteúdo originalmente masterizado para estas TVs também é diferente. Para reproduzir conteúdo em definição mais baixa, e com codecs de imagem mais antigos (como no caso dos DVDs e seu arcaico codec MPEG2) pode ser melhor deixar a nitidez baixa mas não zerada, de 10 à 25, ajuste ao seu gosto. Apesar de que um amigo meu, cinéfilo de carteirinha, zerou a nitidez para DVD também, e me relatou que a imagem ficou bem melhor. O mesmo vale para consoles antigos, do PS2 pra baixo, e talvez para sinais de TV a cabo e aberta. Mas para qualquer coisa desta década (incluindo vídeos do YouTube de qualquer qualidade) deixe zerada, ou ao menos bem baixa, se não resistir.

Brilho, contraste, backlight

Brilho e contraste são cruciais para ter a melhor experiência visual possível. Se o todo ficar muito escuro, você vai perder detalhes: O rosto de um senhor enigmático sentado em uma mesa no fundo de um restaurante à meia luz sequer vai aparecer. Se ficar muito claro, o preto vai virar cinza, e as cores em geral terão um aspecto esbranquiçado horrível. Mas antes desta dupla, veja a configuração luz de fundo ou backlight que muitas TVs modernas, caras e baratas, têm. Ele deve estar moderado; nem um breu, nem agredindo as suas retinas. Antes mesmo de mexer no contraste e brilho, ajuste o backlight. Isto também influencia o consumo de energia do aparelho. E sem mais delongas: Brilho e contraste, que fazer com eles? Eu gosto de fazer assim:

Contraste é muito bom: Deixe o contraste no máximo, 100, e mude apenas o brilho, se ainda parecer que o vídeo está claro demais, diminua o backlight. Se a sua televisão tiver ajuste contraste dinâmico, ligue. Experimente, é subjetivo. Não substitui o ajuste manual, mas usa um algoritmo para tentar manter a luminosidade sempre no nível certo durante a reprodução, sem o espectador nem perceber. Eu experimentei na minha TV Samsung, assistindo o Breaking Bad, remasterizado em 4k, e ficou show. As séries em 4k do Netflix também. Mas atenção: Para games, dispense o contraste dinâmico. Alguns jogos até avisam no começo, o próprio console/PC faz os ajustes de contraste necessários durante a renderização, você muda apenas o nível base na TV, e muitos jogos oferecem uma tela de teste para você definir o brilho ideal especificamente para aquele jogo. Normalmente, no modo game, a opção de contraste dinâmico é até desativada.

Você pode ver nas configurações avançadas também os itens nível de preto HDMI tom de preto, lembrando que os termos variam um pouco de uma marca para outra. Sempre deixe no mais baixo possível, se estiver muito escuro, você só vai mexer no brilho e backlight. Não é necessário ajustar o Gama.

A sua TV pode ter o item estabilidade de branco, que no caso da minha TV Samsung, só fica habilitado no modo cinema. Ela tem duas opções: 2 pontos e 10 pontos, e selecionando 10 pontos, você ainda pode regular cada cor individualmente, e selecionar o intervalo para ajustar estabilidade de branco. Aqui as tecnicalidades ficam um pouco mais espinhosas… Para ser franco, eu não sei exatamente o que significa. Mas pelo que pesquisei está bem claro que, se tiver 10 pontos, sempre habilite 10 pontos, é uma feature superior. Eu habilitei e deixei o intervalo em 100%, no meu teste com o Breaking Bad 4k e outras séries, que ficou show.

Para saber mais: http://www.avsforum.com/forum/139-display-calibration/1278220-10-point-white-balance.html

Cores

Eu sou um pouco “careta” no item cor: Não mudo nada, sempre deixo no meio, aqui sim eu faço uma apologia à configuração de fábrica. Isto me parece ser o ideal, para elas não ficarem nem estouradas nem tênues demais, e mais próximas do material original. Em temperatura de cor, você pode escolher cores mais quentes ou mais frias, mas eu prefiro neutro. Quando eu era adolescente, e jogava em meu PS2 numa TV de tubo de 20″, que por um defeito, zerava as configurações quando era desligada, as cores sempre ficavam estouradas no padrão. Principalmente no psicodélico GTA Vice City, nas configurações de cor padrão da TV as pessoas ficavam com pele laranja.

Claro que isto é subjetivo. Depois que tiver terminado brilho e contraste, veja como fica melhor para o uso que faz da sua TV, mas na dúvida, nem mexa, ao contrário da tríade brilho contraste e backlight, que é indispensável regular. A título de curiosidade, existe uma teoria de que nós inconscientemente consideramos cores mais dessaturadas, sépia, como mais reais. Não sei se é verídico. Tire suas próprias conclusões.

Mais configurações

O mais chato das SmartTV é navegar com o controle remoto, e principalmente digitar coisas com o controle remoto, verdadeiro martírio. Um ou outro modelo mais sofisticado conta com um controle remoto com teclado, mas na maioria, você tem que ir apertando as malditas setinhas, que merda. Então por que não usar o celular? A maioria das Smart TVs já vêm prontas para serem controladas por um celular conectado à mesma rede, assim você pode selecionar o que quer ver no YouTube e o Netflix, dentre outros, no celular, e dar play para ele começar a tocar na TV, é bem fácil, deixo abaixo links para você aprender:

https://support.google.com/youtube/answer/3230451?hl=pt-BR

https://help.netflix.com/pt/node/2331

Alguns aparelhos de celular um pouco mais antigos têm infravermelho, e se for o caso do seu, você pode usar um aplicativo para transformar o celular em um controle universal, que funciona não só para TVs, mas para aparelhos de som, ar-condicionado… Uma ótima pedida para fazer pegadinhas em lugares públicos… Procure pelo app PeelRemote.

PS: Juro que tentei bolar alguma piada com o Olavo de Carvalho para casar com o título, mas não consegui, não estou muito criativo hoje. Talvez eu tenha evitado uma porção de problemas com esta falha de imaginação… Dane-se, vamos assistir TV:


Mais informações:

http://www.tweakguides.com/HDTV_14.html -> Este é um guia bem completo

https://www.cnet.com/how-to/whats-the-best-picture-mode/

https://www.cnet.com/search/?query=hdr%204k

http://www.techradar.com/how-to/television/tv-setup-guide-14-tips-for-getting-the-best-picture-quality-out-of-your-tv-1249665

https://www.pcmag.com/article2/0,2817,2490643,00.asp

https://www.avforums.com/threads/help-setting-white-balance.1166961/

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