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Greed is Good?*

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Por que é tão difícil fazer as pessoas gostarem do capitalismo? E mesmo quando trocamos capitalismo pelo eufemismo livre mercado, que não é incorreto, mas é quase a mesma coisa, continua difícil. Os argumentos da direita, seja a direita conservadora ou liberal, parecem intragáveis para muitas pessoas, mesmo os argumentos mais moderados, por mais sólidos e embasados que sejam. Ora, é verdade, o livre mercado não apenas cria desigualdades, mas multiplica riqueza. Um “pobre” de hoje em dia está infinitamente melhor do que um pobre que vivia o capitalismo incipiente do século XIX, tendo acesso inclusive a bens de consumo que nem os ricos do mesmo século teriam, como antibióticos. O estado natural do homem não é a abundância, como pregava Rousseau, mas a pobreza, a escassez e a necessidade. O capitalismo, com todos os seus defeitos, se provou o sistema econômico mais eficiente, no sentido de que ele gera abundância, e não só para algumas poucas pessoas. As grandes empresas do século XX, em sua grande maioria, prosperaram não atendendo nichos, mas com produção em massa, com bens que podem ser adquiridos por um imenso contingente populacional. De certa forma, nos países industrializados o capitalismo deu tão certo que hoje precisamos lidar com os excessos causados por sua eficiência, como o excesso de calorias tornando pessoas obesas (e pobres obesos, quem imaginaria?!),  excesso de carros, excesso de lixo…. A busca do lucro também é um gás fantástico para a inovação, e mais ainda para inovações voltadas ao consumidor, coisas inimagináveis um século atrás hoje são acessíveis a milhões, e até mesmo a bilhões… Eu não falo apenas de bens de alto valor agregado e relativamente caros, como smarphones, mas mesmo um item simples como uma torradeira ou uma lâmpada seria impossível ou ridiculamente caro, não fosse uma imensa e descentralizada rede de produção globalizada. E um livro? Quanto custava um livro antes da invenção da brochura, e popularização e barateamento do formato, graças a editoras pioneiras como a Penguin Books? Quando um estudante comunista compra sua edição do O Capital de Marx num sebo por 10 reais, não faz ideia de quanto capitalismo foi necessário para sua leitura… Então, por que todo esse ressentimento com a economia de livre mercado?

Os defensores do livre mercado são babacas pra caralho

Eu realmente espero não estar entrando nesse rol… Mas enfim. Agora até que está melhorando, com blogs como o Spotinks, que recomendo muito, nada babaca, ou só de leve. Mas uma grande (enorme!) parte dos defensores ferrenhos do livre mercado parecem ser parte de uma seita religiosa, uma “Igreja Universal da Mão Invisível”. Isto é, não se contentam, como eu, em dizer que soluções de livre mercado na maioria das vezes são mais eficientes, e devemos favorecê-las primeiro, incentivar o empreendedorismo, e não intervir quando tudo está correndo bem. Não, tem que dizer que a lógica de livre mercado é absolutamente infalível, o mercado jamais deixa ninguém na mão, o mercado sempre dá um jeito de atender todo mundo, e tudo que o empresariado faz acaba sendo para o bem da população de uma maneira ou de outra, ele trabalha de forma misteriosa… Se você citar qualquer um dos inúmeros contraexemplos, ele vai retrucar que você não entendeu direito e precisa ler Mises, e fim de papo.

Em especial os libertários parecem ter esta fé quase religiosa. Eu me considero um liberal realista. Eu sei que apesar do mercado ser eficiente atender às necessidades de um grande número de pessoas, afinal, ele quer vender para o maior número de pessoas, sempre vai ter gente de fora. Encaremos a verdade, não fosse pela educação pública, muito mais gente seria analfabeta hoje em dia, porque a família não teve dinheiro para pagar nem a escola mais barata, ou teve dinheiro e preferiu gastar em outras coisas. Ainda mais se fosse num “fantástico” mundo anacap sem assistência social, ou com uma assistência social privada, que é engraçado só de imaginar. E não fosse pela saúde pública, ainda mais gente ia morrer por falta de atendimento. Saúde particular não é essa coca cola toda, e mesmo sistemas públicos de saúde e educação como os do Brasil, tão imperfeitos, decididamente são melhores do que nada, para quem não pode pagar por coisa melhor, e são passíveis de melhoria. Mas pressione o bastante um libertário radical, e eventualmente ele vai confessar que quer que se foda se alguém for morrer na rua por falta de atendimento, dizendo que fazer a população toda pagar por saúde é uma forma de roubo e de escravidão, e que na verdade se você for pobre, tem mais é que se foder. E mais, que na verdade, se você for pobre, você é preguiçoso, pois preguiça é a única explicação possível para a pobreza. Você consegue ter simpatia por um cara desses? Nem eu.

Encarando a realidade, sempre vão haver coisas que os empresários poderão fazer para ferrar todo mundo, sem consequências para si. Sim, temos um excesso de regulamentações no Brasil, e regulamentações ineficientes… Vocês sabem do que eu estou falando. É bem verdade, uma grande parte da razão do esquema de corrupção investigado pela operação Carne Fraca (os vegetarianos e veganos devem estar até estourando champanhe com as notícias) é pelo modelo de capitalismo clientelista do Brasil, crony capitalism, em que umas poucas empresas amigas do governo prosperam, enquanto o microempresário pena com a burocracia impeditiva, os altíssimos encargos, e obrigações trabalhistas, muitas das quais são inúteis. Eu disse muitas, não todas. Liberdade de mercado não tem nada a ver com deixar um chefe humilhar o funcionário se achar que isso o fará mais eficiente, permitir que ele obrigue o funcionário a trabalhar 48h seguidas, e muito menos deixar que as empresas fiquem completamente à vontade para incluir o que quiserem na composição dos seus produtos, até mesmo coisas perigosas que consumidor nenhum gostaria de consumir… O caso do papelão na carne é grave, mas alguém realmente acha que haveria menos  escândalos como esse abolindo todas as legislações sanitárias e permitindo às empresas colocarem o que quiserem em seus produtos, sem ter que prestar contas a ninguém? Parece contra-intuitivo? É mesmo.

Meritocracia não é regra

Sem dúvida, temos uma sociedade em que mobilidade social é possível, muito mais do que países que seguiram o rumo do socialismo, como na Coreia do Norte e Cuba (eu realmente não quero entrar na discussão se isso é comunismo de verdade), mas ainda assim, nascer mais rico inquestionavelmente torna a vida mais fácil em qualquer país, ainda mais em um país com educação deficitária, como o Brasil. E sorte ainda vale muito: Há muita gente que ganha fortunas por sorte, com pouco ou nenhum trabalho, por inventar um joguinho de celular ridículo que vira febre por algumas semanas (lembra do Flappy Bird?) ou fazendo um vídeo tosco que viraliza no YouTube, compondo uma letra de funk grotesca…

Mas meritocracia deve ser uma coisa boa, porque as pessoas que reclamam da meritocracia, na verdade, estão reclamando da nossa sociedade não ser mais meritocrática ainda. No livre mercado, as pessoas só se importam com o valor do que você produz, e cada um dá valor para o que quer, e eventualmente, dão muito valor à besteiras, paciência. Para produzir valor, esforço e inteligência contam muito, sem eles pode-se inclusive perder uma fortuna. Veja quantos ex-BBBs ganharam uma bolada com o prêmio do reality show mas hoje estão na merda… O sistema de livre mercado é enorme, caótico, possui muitos fatores em jogos, muitas relações possíveis. Por mais que tenha sido, de longe, o sistema que mais criou riquezas no mundo, não há como alguém honestamente garantir que ninguém sai perdendo neste jogo, que ninguém será injustiçado e todos os malfeitos serão punidos automaticamente pelo próprio mercado.

O livre mercado não precisa ser venerado

Apesar de haver muitos devotos de São Mises ou da Santa Ayn Rand, este é um fenômeno relativamente novo e ainda pequeno, o livre mercado é apenas o que o nome diz: Um sistema que surge naturalmente, no qual pessoas não relacionadas, que não se interessam muito pelo bem umas das outras, trocam bens e serviços de forma voluntária e egoísta, por interesses próprios. Em seu cerne, é um sistema econômico apenas, não uma doutrina política, uma ideologia, que requeira adesão, muito menos veneração. Muitas das pessoas que participam ativamente no mercado nem lembram que esta palavra existe. Inclusive, você pode ser bem sucedido no capitalismo enquanto odeia o capitalismo, pode até mesmo fazer dinheiro, pilhas de dinheiro, falando e escrevendo contra o capitalismo, como Marilena Chauí, com suas palestras de 8000 reais em que esculacha a classe média. O capitalismo tolera a hipocrisia. Em quantos países comunistas é possível sequer continuar vivo criticando abertamente o comunismo?

Não só não requer adoração, como nem sequer requer gratidão. Até porque relações egoístas, como as que ocorrem em livre mercado, são exatamente aquelas pelas quais as pessoas não sentem gratidão. Você trabalhou um tempão para, por exemplo, comprar aquela linda TV de 50 polegadas e poder assistir o Netflix em 4K no conforto de sua sala. Ou comprou um celular novo, ou uma camisa nova. Comprou com dinheiro que ganhou trabalhando. Você se sentiria realmente devendo gratidão a alguém após sua compra, sendo que ninguém lhe fez favor algum? Sim, é verdade, essa TV é o fruto de uma longa cadeia de produção global e de um processo de desenvolvimento da ciência e da tecnologia movido por interesses egoístas, blá blá blá, mas esse sistema não te deu de presente. Não é natural sentir que se deva gratidão num sistema de trocas egoístas como esse, por isso soa meio estranho quando os liberais e libertários dizem que você deveria se sentir grato ao sistema pelo seus bens materiais, e não estou criticando. A apologia ao capitalismo deve ser de uma forma sóbria, não emocional.

O capitalismo não é um sistema baseado em doações benevolentes, mas em trocas voluntárias e egoístas. Não deveríamos valorizar e defender os empresários, investidores e outros “capitalistas” por benevolência nem por simpatia às suas pessoas, mas avaliá-los de forma fria e utilitária, ou seja, com a forma de avaliação do próprio mercado: Ele produz mais e melhor do que num sistema de economia planificada, ou em qualquer civilização pré-industrial, e nos oferece uma vida muito mais agradável do que seria sem ele. É duro aceitar isso, mas muitas das melhores coisas do mundo são fruto do trabalho de egoístas buscando dinheiro, não de ideólogos altruístas, e muito menos de políticos. As propostas políticas, pelo contrário, facilmente entram na psicologia popular como favores, pelos quais se fica devendo gratidão, e votos. Fica difícil competir com este apelo emocional dos políticos populistas, sejam da direita ou da esquerda.

Mesmo os problemas sociais que surgem num país com liberdade econômica têm muito mais chance de serem resolvidos dentro do contexto de um país democrático e economicamente livre do que com qualquer revolução radical. A esquerda adora citar os países escandinavos e o Canadá como exemplos de países com socialismo que funciona, mas raramente lembram que estes países já eram bastante ricos quando começaram as reformas sociais, e até hoje são alguns dos mais liberais economicamente, com menos burocracia, menos normas inúteis e sem uma penca de entidades de classe e sindicatos (alguns de afiliação obrigatória) e direitos trabalhistas absurdos como os do Brasil, como o “direito” de “contribuir” uma parte de seu salário para um esquema de pirâmide, com a promessa do Estado cuidar de você na velhice, e o “direito” não opcional de receber o seu salário em 13 prestações, ao  invés de doze.

* A frase do título, de forma gramaticalmente correta, seria “Is Greed Good?”, mas eu não resisti deixar daquela forma, apesar de equivocada, para ficar mais parecido com a fala do personagem Gordon Gekko

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O Que esses tais de “Year Zero” e “Vault 7” do Wikileaks significam?

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Original: Telegram, em http://telegra.ph/Wikileaks-Vault7-NEWS

Tradução: c0anomalous

O Wikileaks divulgou uma nova coletânea de documentos que eles chamaram “Year Zero” (“Ano Zero”). De acordo com estes documentos, a CIA criou “sua própria NSA” com “ainda menos responsabilidade e transparência”. O recém descoberto arsenal hacker da agência inclui técnicas que alegadamente permitem à CIA burlar a criptografia de aplicativos de mensagens como WhatsApp ou Signal, hackeando os smartphones das pessoas e coletando tráfego de mensagens e áudio antes da criptografia ser aplicada.

Isto não é um problema de aplicativo. É relevante ao nível de dispositivos e sistemas operacionais como iOS e Android. Por esta razão, nomear qualquer aplicativo em particular neste contexto é enganoso.

Como assim?

Para colocar “Year Zero” em termos familiares, imagine um castelo numa montanha. O castelo é um aplicativo de mensagens seguro. O dispositivo e seu sistema operacional são a montanha. Seu castelo pode ser forte, mas se a montanha abaixo for um vulcão ativo, há pouco que seus engenheiros possam fazer.

Então, no caso do “Year Zero”, não importa realmente qual aplicativo de mensagens você use. Aplicativo nenhum pode impedir seu teclado de saber quais teclas você pressiona. Nenhum aplicativo pode esconder o que aparece na tela do seu sistema. E nada disso é um problema do aplicativo.

Então quem pode consertar isto?

Agora depende dos fabricantes do dispositivo e do sistema operacional, como Apple e Google, ou Samsung, para consertar seus vulcões e torna-los montanhas novamente.

Felizmente, no caso do “Year Zero”, a montanha não é exatamente um vulcão. É mais como uma grande montanha que está repleta de túneis e passagens secretas. As ferramentas do “Vault 7” [o pacote de documentos vazados completo, do qual Year Zero é a primeira parte] são como um mapa destes túneis. Agora que os fabricantes dos sistemas operacionais e dispositivos, como Apple e Google, vão pegar este mapa, eles podem começar a preencher os buracos e barrar as passagens. Isto requererá muitas horas de trabalho e muitas atualizações de segurança, mas eventualmente eles devem conseguir cuidar da maioria dos problemas.

Quem é afetado?

A boa notícia é que por hora tudo isso é irrelevante para a maioria dos usuários do Telegram. Se a CIA não estiver atrás de você, você não deve começar a se preocupar ainda. E se ela estiver, não importa quais aplicativos de mensagens você use, enquanto seu dispositivo estiver rodando iOS ou Android.

Os documentos publicados não incluem detalhes de como recriar e usar as ciberarmas da CIA. Wikileaks disse que eles iriam reter tais publicações até que se torne claro como estas armas devam ser “analisadas, desarmadas e publicadas”.

Isto significa que o seu vizinho provavelmente não terá acesso às ferramentas recém descobertas antes delas serem neutralizadas.

O que eu posso fazer?

Há algumas precauções gerais que você pode seguir para aumentar a segurança de seu dispositivo:

  • Não use dispositivos com root ou jailbreak até que você esteja 400% certo de que sabe o que está fazendo.
  • Nunca instale aplicativos de fontes desconhecidas ou não confiáveis.
  • Mantenha seu dispositivo atualizado e sempre instale as atualizações de segurança que ele oferece.
  • Pegue um fabricante que ofereça atualizações de longo prazo para seus produtos.
  • Lembre-se que dispositivos que não recebem mais suporte têm um risco aumentado de estarem vulneráveis.

Estas medidas o protegerão de exploits “Year Zero” apenas quando fabricantes de sistemas operacionais e dispositivos implementarem os consertos relevantes, mas seguir estas dicas desde já pode te deixar muito mais seguro contra várias das ameaças conhecidas às quais você estaria exposto.

Sumarizando

“Year Zero” não é um problema de aplicativo. Ele se aplica a dispositivos e sistemas operacionais e requererá atualizações de segurança de seus respectivos fabricantes para mitigar as ameaças. Mencionar qualquer aplicativo em particular neste contexto é enganoso.

Wikileaks alega que a CIA tem tido um mapa dos túneis e passagens secretas na sua montanha há vários anos. A CIA poderia usá-los para olhar dentro de seu castelo e ler dados da tela do seu celular, antes que qualquer aplicativo tenha a chance de criptografá-los. É possível que alguns dos túneis dos mapas secretos tenham sido ou sejam descobertos por atores além da CIA.

A notícia mais importante é que após este vazamento, os fabricantes de dispositivos e sistemas operacionais finalmente terão acesso a estes mapas também. E então Samsung, Apple, Google e outros poderão começar a trabalhar para fazer suas montanhas inacessíveis à CIA e qualquer um que tente seguir em seu encalço.

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Novo Vazamento do WikiLeaks: Fiquem Ligados

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Novo vazamento de dados, obtidos de um funcionário ou ex-funcionário da CIA (não da NSA desta vez) revelam toda a gama de ferramentas de que a agência dispunha, algumas compradas de empresas privadas, para hackear dispositivos móveis. Este vazamento, um pacote de dados chamado Vault 7, que Assange promete ser maior que os de Snowden em 2013, revela que o governo americano esteve trabalhando em meios de poder espionar comunicações, inclusive de serviços de mensagem como Telegram e WhatsApp, sem precisar quebrar a criptografia destes aplicativos, mas explorando fragilidades dos sistemas operacionais iOS e Android. Ah, e você por acaso tem uma Smart TV Samsung? Pois é…

O primeiro lote de documentos do Vault 7, chamado Year Zero, você encontra no link abaixo:

https://wikileaks.org/ciav7p1/

https://motherboard.vice.com/pt_br/article/wikileaks-acaba-de-vazar-informacoes-das-supostas-ferramentas-de-hacking-da-cia

https://www.washingtonpost.com/world/national-security/wikileaks-says-it-has-obtained-trove-of-cia-hacking-tools/2017/03/07/c8c50c5c-0345-11e7-b1e9-a05d3c21f7cf_story.html

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Haverá esperanças para os seres racionais deste mundo? Quando eu vejo o meio acadêmico, que deveria ser um templo da razão, da investigação e debate céticos e imparciais, tornando-se um antro de (não) pensamento anticientífico, politicagem, pós-modernismo e marxismo, onde há pouco espaço para divergência e tolerância, tão pouco abertura ao debate impessoal, eu temo pelo nosso futuro. Talvez estejamos condenados a voltar às cavernas.

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