filosofia, Humano, sociedade

A Treta do Turbante e o Câncer

http://extra.globo.com/noticias/viral/criticada-por-apropriacao-cultural-ao-usar-turbante-jovem-com-cancer-rebate-uso-que-quero-20912104.html

Como todos sabem, sou ateu. Mas acho uma pena não existir um inferno para serem mandadas as pessoas que se prestam a atazanar uma pessoa com câncer por ela estar usando um turbante para esconder a calvície. Não que eu ache que você precise ter câncer ou precise de qualquer desculpa para usar a roupa ou acessório que quiser.

 

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http://www.bulevoador.com.br/2016/03/a-ciencia-nao-e-sua-inimiga/

http://www.bulevoador.com.br/2016/03/a-ciencia-nao-e-sua-inimiga-parte-2/

Original: https://newrepublic.com/article/114127/science-not-enemy-humanities

Texto brilhante, muito esclarecedor. Agora podemos parar com essa rixa besta de humanas x exatas de uma vez por todas? Academia não é gincana da Xuxa nem Olimpíadas do Faustão.

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ética, filosofia, Humano, Política, sociedade

Preconceito Pode Ser Bom? E a Tolerância?

preconceito

Você provavelmente respondeu a primeira pergunta a si mesmo na lata, pensando “não, claro que não! O que esse cara pensa?”, então eu lhe convido a pensar: Deveríamos abolir a maioridade legal?

WTF?

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Pós-Verdade é uma Nova Mentira

catch-me-if-you-can

Ou será tão nova? A palavra composta certamente é, junto do termo “fatos alternativos” empregado pelo departamento de marketing de Trump para tentar justificar sua visão das coisas, por exemplo, a posse de Trump, que segundo estatísticas confiáveis, teve muito pouco público, mas para Trump, teve muito, e isto é um fato alternativo, não uma mentira. Mas o meme para mim é velho, com eufemismo novo.

Primeiramente, gostaria de deixar claro que escrevo este post, e todos os demais, partindo de uma premissa que julgo razoável, necessária, e auto evidente:

“Existem fatos que todas ou quase todas as pessoas mentalmente sãs e inteligentes concordam, quando julgando de maneira fria, impessoal e desinteressada. Estes fatos são verdadeiros, são verdades objetivas, e apesar de não ser fácil, não é impossível obter estas verdades, julgando de maneira fria, impessoal e desinteressada, no interesse apenas da verdade.”

Para mim isto é uma obviedade. Se você não concorda, então por gentileza saia do meu blog e volte a entulhar sua mente com Foulcault, Baudrillard e seus asseclas.

Os eventos políticos mais importantes de 2016, o Brexit e a eleição de Trump, vistos como exemplos tragicamente explícitos da irracionalidade das massas, fizeram muitos se perguntarem se acabou a era da objetividade e da razão, se agora já não entramos numa era em que cada um tem sua verdade particular condizente ao próprio gosto, e o mercado, sempre atento aos caprichos de seus clientes, vende fatos que a clientela quer, como sintetiza William Davies, um colunista do The New York Times, falando sobre os institutos de pesquisas, sempre apresentando as estatísticas que o cliente quer. William Davies deixa claro que tendência já começou há muito tempo, apesar de ter se intensificado tremendamente com a anarquia das redes sociais. O “vendedor de estatísticas” mais infame do Brasil provavelmente é o Datafolha, também conhecido como Datafalha, por suas estimativas estapafúrdias sobre números de participantes em manifestações. O número da PM é sempre muito diferente. Então, em quem acreditar? Se eu tiver um relógio em cada pulso, cada um marcando um horário diferente, eu jamais saberei dizer que horas são.

A enxurrada de informações que escoam diariamente das redes sociais (e escoam sem muito tratamento de esgoto), a montanha cada vez mais crescente de informações com pouco ou nenhum embasamento, e a alta seletividade (mas não do tipo bom, cético) das pessoas, que cada vez mais se fecham em bolhas de opiniões similares às próprias, estariam nos levando rapidamente a um mundo sem verdades e sem mentiras, somente com “fatos” de valor puramente subjetivo, vendidos à granel? Como naquela citação atribuída a Nietzsche, “não existem fatos, somente interpretações”.  Terá o jogo Metal Gear Solid 2 (de 2001, quando redes sociais ainda eram praticamente irrelevantes) sido realmente profético ao prever que a ampla oferta de informação de má qualidade é uma conspiração para fazer o mundo cada vez mais burro?

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