Aplicativos, geek, internet, Segurança e Privacidade

http://olhardigital.uol.com.br/fique_seguro/noticia/lista-mostra-10-apps-de-vpn-para-android-para-evitar/65610

https://thenextweb.com/apps/2017/01/26/avoid-these-10-android-vpn-apps-to-stay-secure-online/

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ceticismo, farsas, filosofia, Humano

Pós-Modernismo: Para quem ainda não entendeu

Meus colegas do Universo Racionalista fizeram um novo post excelente alertando sobre este movimento “filosófico” embusteiro:

http://www.universoracionalista.org/a-farsa-intelectual-dos-pos-modernos/

Só tenho a lhes parabenizar pelo ótimo serviço. Vou trazer mais uma vez uma de minhas citações favoritas de filme, do Lucy: “Conhecimento não leva ao caos, ignorância leva.” Os charlatões pós-modernos aproveitam-se de da ignorância generalizada sobre ciência para tecer suas teorias obscurantistas que só causam ainda mais confusão. Aproveitar-se da ignorância alheia para obter vantagem (são todos contra o capitalismo, mas lucram horrores com seus livros e palestras) é a definição legal de estelionato, e em ciências, chama-se isso de má-fé ou desonestidade intelectual.

Recomendadíssimo também:

https://www.universoracionalista.org/a-quem-incomoda-o-atual-criticismo-ao-pos-modernismo-simples-a-quem-tem-medo-da-ciencia-da-razao-e-do-cientificismo/

https://www.universoracionalista.org/anticiencia-do-seculo-xv-aos-pos-modernos/

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ética, filosofia, Humano, Política, sociedade

Feminismo – Três Lados da Moeda

Por acaso encontrei esse debate no YouTube, e gostaria de fazer algumas observações sobre ele. Recomendo assisti-lo todo antes de ler o post. O comecinho do vídeo não tem som mesmo, os primeiros segundos. E seria bom se no resto do vídeo o áudio da loira continuasse mudo.

As duas participantes, Nádia, a morena à esquerda, e Taís, a loira, à direita, têm suas respectivas páginas no Facebook; a de Nádia é a Moça, não sou obrigada a ser feminista e a página da Taís é Sem Censuras por Favor (que eu me recuso a linkar aqui). A Jovem Pan dificilmente encontraria figuras mais antagônicas para debater o assunto, e nessa meia hora de debate podemos ver não apenas uma mera diferença de opinião, mas uma diferença de maturidade intelectual entre as participantes: Nádia fala sempre de forma clara, pragmática, reconhecendo problemas sociais de forma realista e imparcial. Ela não aparenta em seu discurso nenhuma neura nem fanatismo ideológico de qualquer tipo. Já a Taís…. Que dó. Tão bonita, mas defeca tanto pela boca. Só papagaiou discursinhos prontos politicamente corretos do começo ao fim.

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ceticismo, filosofia, vídeos

Nerdologia Livre Arbítrio

 

O Nerdologia, em minha opinião, é um dos melhores projetos que já saíram da “família” Jovem Nerd, não apenas porque ele consegue informar de forma divertida (como no Mundo de Beakman que fez as infâncias de muitos de nós) mas porque o pessoal do Nerdologia é bastante cuidadoso com a veracidade das informações apresentadas, apesar de fazerem vídeos com grande frequência, ao contrário de muitos canais de YouTube por aí. O Átila e o Filipe (do Nerdologia História) também deixam quase sempre uma lista de livros recomendadas para quem quiser se informar mais sobre o assunto abordado no vídeo, além é claro de fazerem as suculentas conexões com o universo nerd. E este vídeo não foi exceção, está caprichado. Só vi dois erros importantes nele. Isto é, dois e meio:

  • O Átila deixa a entender no começo do vídeo que todos os sistemas legais dependem de livre-arbítrio, o que não é verdade. A aplicação da pena por uma ação pode se justificar apenas por conhecimento ou não do que se está fazendo (em oposição à negligência), falta de coerção externa imediata, além do simples fato de que a lei e sua aplicação em si é um fato que pesa sobre a decisão, faz possíveis criminosos pensarem duas vezes.
  • No final, fazendo uma concessão aos compatibilistas, ele diz que o livre-arbítrio pode até não existir em ações brutas como mover a mão direita ou esquerda, mas pode estar em decisões mais complexas, como se candidatar à uma vaga de emprego ou se casar. Não, não há livre-arbítrio ou liberdade derradeira em nenhuma decisão, a diferença é apenas de grau. Uma calculadora comum de 8 digitos funciona de forma muito mais simples que um notebook, mas o que eles fazem é essencialmente o mesmo. Do ponto de vista lógico, exibir 4 em resposta ao input 2+2 também é resultado de uma decisão (é o que sai de um nó decisório), tanto quanto exibir o vídeo do YouTube é resultado de inúmeras operações de renderização na sua placa de vídeo. Mas ambas são igualmente não-livres. O cérebro nada mais é que um computador biológico. O fato de ações humanas mais importantes e deliberadas serem difíceis de prever não prova que elas sejam livres.

E o “meio-erro” (mais como uma pequena decepção) é que normalmente o Nerdologia dá as dicas de livros que os interessados podem consultar sobre o assunto. Neste vídeo, foram citados apenas dois, que não são exatamente focados no tema livre-arbítrio, mas o Átila explica que não indicou mais porque boa parte da literatura a respeito é inédita no Brasil, uma pena. O Free Will, de Sam Harris (que no Brasil conta apenas com tradução não oficial) é o principal deles, ou pelo menos o que aborda o tema de forma mais pontual e suscita, mas no Como a Mente Fuciona e  Tabula Rasa do Pinker, que têm edição brasileira, o assunto também é abordado. O livro Elbow Room, de Daniel Dennett, é uma indicação para quem quiser conhecer o lado oposto, isto é, o que os acadêmicos sérios que são a favor da ideia de livre-arbítrio, os compatibilistas, têm a dizer. Mas já vou dar um “spoiler”: Basicamente Daniel Dennett só está preocupado com as consequências de não se acreditar mais em livre-arbítrio (como Dostoievski estava preocupado com as consequências do ateísmo) e tenta resignificar o termo… Só que aí também não é mais livre-arbítrio. É mais ou menos como dizer que “dragões existem” porque existe um animal na Indonésia chamado Dragão de Komodo… Que não cospe fogo, nem voa, nem sequestra princesas.

Você também pode ler os meus posts sobre o assunto, se quiser… Não que você seja livre para querer ou não.

 

 

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geek, Segurança e Privacidade

WhatsApp Desmascarado

http://olhardigital.uol.com.br/fique_seguro/noticia/brecha-na-criptografia-do-whatsapp-permite-que-mensagens-sejam-interceptadas/65316

https://www.theguardian.com/technology/2017/jan/13/whatsapp-backdoor-allows-snooping-on-encrypted-messages?CMP=fb_gu

https://www.theguardian.com/technology/2017/jan/13/whatsapp-encryption-backdoor-snooping-signal

Em outras palavras: O protocolo Signal realmente é imbatível, o protocolo Signal customizado para o WhatsApp não. O WhatsApp, e por extensão o Facebook, pode ler as suas mensagens, por exemplo, a mando do governo, e o próprio WhatsApp já foi informado desta falha abril do ano passado mas menosprezou o problema.. Se o governo brasileiro ainda não sabia desta vulnerabilidade (e já tirou o WhatsApp do ar 3 vezes por isso) agora já sabe. Aliás, só no primeiro semestre de 2016, o governo brasileiro fez 1751 requisições de dados ao Facebook, de 4486 contas e usuários. Isto falando só do que eles pediram pro Facebook, sem contar outras empresas. Imagina agora que eles sabem que dá pra burlar a criptografia do WhatsApp.

Se você não confia no Telegram ou Wire para suas mensagens, ao menos para as mais sigilosas, então use o Signal original da Open Whisper System, não a versão recauchutada do “zapzap”. Lembre-se: Todo mundo tem um bom motivo para se preocupar com privacidade. Você não sabe como as suas informações pessoais podem te comprometer até que já seja tarde demais.

Como eu sei que nesse país usar WhatsApp frequentemente é a única opção, pelo menos configure-o para ficar o mais seguro possível. Além de desligar o backup em nuvem (obviamente), na tela inicial, onde aparecem todas as suas conversas, clique no ícone dos três pontinhos, em cima, na barra verde, e em “configurações”, depois em “conta”, “segurança”, e ative a opção “mostrar configurações de segurança”. Se na conversa com o seu contato aparecer o aviso de que a chave dele mudou, confira se ele trocou de aparelho ou reinstalou o WhatsApp. Se não, pode ser que a sua comunicação esteja comprometida. Não é perfeito (o artigo do The Guardian mostra que tem como você não ser avisado da troca de chaves mesmo com essa configuração ativada) mas é o mínimo que se deve fazer.

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ética, filosofia, sociedade

Direitos Humanos: Sim, eu sou a favor

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Quem acompanha meu blog há algum tempo sabe que eu decididamente não sou de esquerda. Apesar do movimento de direitos humanos hoje ter sido apropriado indebitamente pela esquerda (sempre a monopolista das virtudes), os movimentos “comunistas” ou “socialistas” foram e ainda são responsáveis por algumas das piores barbáries da história, como ainda é na Coréia do Norte, praticamente uma Auschwitz contemporânea, que raramente é lembrada.

Portanto não se preocupe, não sou desses “especialistas” folcaultianos que aparecem nos painéis da Globo News para defender que criminosos (especialmente menores de idade) são pobrezinhos que cometeram crimes apenas porque foram feitos assim pela sociedade, mas na verdade não têm maldade nenhuma no coração e podem ser reeducados para viverem de forma honesta. Não, eu não sou tonto. Apesar de definitivamente não acreditar em livre arbítrio (ou seja, ninguém é realmente “livre” para cometer crimes ou não), sei muito bem que uma enorme parcela destas pessoas que estão atrás das grades, descontando os que são inocentes presos por erros da Justiça, lá está por atos que cometeram por malícia ou indiferença à dignidade e aos direitos de suas vítimas, e muitas destas vítimas também são pessoas pobres, ou que nasceram sem recursos, mas nem por isso se tornaram ladrões ou assassinos, nem quiseram se juntar ao tráfico ou a qualquer organização criminosa. Então sim: Em geral, bandido é safado, e nem todos os casos são recuperáveis. Prisão perpétua ou pena de morte é a única solução correta para vários dos casos, em especial aqueles em que o criminoso é um psicopata (tendo a defender mais a prisão perpétua, mas essencialmente elas têm o mesmo resultado). Nem por isto eu acho que estes bandidos mereçam sofrer absolutamente todo e qualquer sofrimento imaginável, ou que eles devam ser despidos de todos os seus direitos, não apenas de sua liberdade, e tratados pior do que animais. Isto não é justiça, é puro sadismo, e não traz bem algum à sociedade.

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ética, filosofia

Definindo Relativismo Moral e Cultural

Mas desta vez, apenas em um vídeo:

  • Porra, os caras enterraram a mulher até o pescoço e tacaram pedra na cabeça dela até matar!

Ah, é a cultura deles!

  • Nossa, os caras mataram dois recém nascidos só porque eram gêmeos!

Ah, é a cultura deles!

Obrigado Hermes e Renato por terem me divertido tanto em minha adolescência e por resumirem num vídeo de 2 minutos uma ideia que poderia tomar um texto de mais de mil palavras para explicar.

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