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Lixo

Nem dá pra acreditar que a baranga resolveu mencionar em seu discurso a vergonha do financiamento aos portos de Cuba. Ela acredita que tem razão.

A diplomacia brasileira foi vergonhosa nestes anos de PT. As escolhas foram feitas com base na ideologia, não do que era melhor pro Brasil. O Brasil ajudou Cuba, Haiti e outros cus de Judas, além de buscar “alianças estratégicas” com África e aqueles árabes trogloditas.

Tudo isso enquanto comprou briga com os EUA e praticamente cuspiu em Israel, um dos paises mais desenvolvidos do mundo, e a única democracia de verdade do oriente médio.

O Brasil em questões diplomáticas é como a adolescente que, ao invés de namorar os meninos responsáveis que tiram boas notas, prefere namorar os funkeiros que matam aula pra fumar maconha no banheiro.

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Meu Problema com o Espiritismo

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Os espíritas, em especial os de religiões de matriz africana, e os ateus, possuem uma espécie de “aliança estratégica” no Brasil: Ambos os grupos deixam os cristãos fanáticos putos. Para eles, somos “crias do demônio” do mesmo saco. Admito que é uma das religiões que menos causam problemas hoje em dia, mas nem por isso é perfeita, e não deveria ser imune à críticas. Aliás, absolutamente nenhuma ideia, boa ou ruim, deveria ser imune à críticas em uma sociedade livre. As pessoas deveriam ter maturidade para entender a diferença de atacar uma ideia em que alguém acredita e atacar a própria pessoa.

O problema começa no próprio conceito de alma, que é absolutamente improvável. Quando dizem que você tem “energias”, isto é verdade, mas estas energias não possuem absolutamente nada de místico ou sobrenatural, e não é mistério algum para onde elas vão depois da sua morte: Para os vermes. “Tudo se perderá como lágrimas na chuva”, como dizia o replicante Roy no magnífico filme Blade Runner (androide é a sua mãe). O fato das minhas energias continuarem não significa que a minha consciência continuará, a consicência é um fenômeno bioquímico que se encerra com a morte do indivíduo (esta é a origem da brincadeira que faço na descrição deste blog)

“Alma” era mais ou menos como povos antigos entendiam a mente humana antes de compreendermos o funcionamento do cérebro. E isto faz pouco tempo: No tempo de Aristóteles, nem se sabia que o pensamento se processava no cérebro (Aristóteles pensava que sua função era de resfriar o sangue). Somente do início do século XX descobriu-se o neurônio, graças ao trabalho do cientista espanhol
Santiago Ramón y Cajal. Até então, a doutrina do dualismo (corpo e alma) era amplamente aceita, a alma sendo como um motorista e o corpo um veículo. O dualismo é a base de praticamente todas as religiões, atuais e extintas.

Mas os estudos do cérebro explicaram relativamente bem este órgão formidável, e a psicologia moderna se encarregou de detalhar o funcionamento do software, e de qualquer forma o conceito de alma não faz muito sentido, não explica, por exemplo, como algo imaterial pode mover algo material, a não ser com explicações que são igualmente improváveis, em todos os sentidos. A própria existência de algo como um “além” ou “o mundo de lá”, como dizem popularmente no Brasil, ainda carece de ser provada empiricamente. O próprio conceito de “eu” (que seria o motorista) é provavelmente uma ilusão. Como diria o peso pesado da ciência cognitiva Daniel Dennet “é difícil achar o presidente na sala oval da mente”. Sam Harris, outro peso pesado, também afirma que o “eu” é uma ilusão cognitiva, e aperfeiçoando muito a técnica da meditação, pode-se vivenciar as sensações da consciência sem a ilusão do eu.

O que mais espanta no espiritismo é que ele também se baseia em afirmações que não seriam impossíveis de provar se fossem verdadeiras. Não apenas eles acreditam em alma, mas acreditam que as almas dos mortos, de alguma forma, podem prever o futuro, ou ver o que se passa em qualquer lugar do mundo, e comunicar isto ao médium. Mande um médium ou pai de santo ficar numa sala isolada, vigiada por câmeras, enquanto um pesquisador em outra sala igualmente isolada escreve algo aleatório num papel, e peça para ele adivinhar o que está sendo escrito. O mágico James Randi já ofereceu um prêmio de um milhão de dólares para qualquer um que provasse poderes sobrenaturais. Durante todo o tempo que o prêmio foi oferecido, não apareceu um único paranormal que pudesse provar seus poderes, e não ser apenas um charlatão. Também já ouvi falar de pais de santo que adivinharam os números da loteria para clientes. Por que não adivinharam para eles mesmos?!

“Ouvi falar” é a frase que mais se escuta. A famosa evidência anedótica não tem valor nenhum quando se trata de assuntos de extrema importância como a existência ou não de um mundo do além. Se eu precisar de alguma defesa contra uma evidência anedótica, direi apenas “ontem Donald Trump me ligou e disse que provou que alma não existe”. Você não pode provar que estou mentindo, pode? O conceito de homeopatia também possuem um excesso de evidência anedótica e uma completa falta de evidência científica de que possa curar qualquer coisa melhor que um placebo. Assim como a infame fosfoetanolamina. A lista é longa. Até papagaio fala. A forma como você se sente em um terreiro ou em um centro espírita também não é prova de nada, é possível ter sensações provocadas por todo tipo de coisa.

Os espíritas, como outros religiosos, também partem do pressuposto de que existe um código moral universal, que a moral possui uma realidade objetiva, por isto quando você morre, a sua alma será julgada por uma espécie de tribunal metafísico e punida ou recompensada de acordo.

Primeiramente, a moral é um conceito maleável, que se modificou muito ao longo da história. Eu não estou querendo dizer que deveríamos abandonar qualquer tentativa de diferenciar códigos morais em melhores ou piores, mas o fato é que moral é um conceito humano, surgiu no contexto de sociedades humanas que precisavam de limites para que a convivência fosse possível. Qualquer moral só faz sentido no contexto de indivíduos vivos tendo que conviver juntos. Também não faz sentido uma punição que só passa a valer depois da sua morte, e que ninguém pode com certeza ver alguém que foi punido, sendo que os malfeitores podem simplesmente não acreditar. Por isto mesmo necessitamos de sistemas judiciários com punições que existem além de qualquer dúvida. Acho que não dá pra duvidar da existência de cadeias.

Eu até entendo porque as pessoas acreditam nisso: Porque dá a elas uma certa satisfação. Parece insuportável a ideia de que um ser tão maléfico quanto o Dr. Mengele tenha fugido para a América do Sul após a segunda guerra e morrido idoso por causas naturais. É mais confortável acreditar que ele teve algum tipo de punição no além túmulo. Mas não teve.

Se por um lado a doutrina espírita oferece este tipo de conforto, por outro ela faz a pressuposição, pra lá de insensível, que pessoas que hoje estão sofrendo de alguma forma mereceram aquilo, como se a população da Coréia do Norte ou os famintos da África tivessem alguma culpa pela situação desgraçada em que se encontram.

E também cuidado quando tentam pegar o conceito de evolução biológica para exemplificar seu conceito de seres menos evoluídos tornando-se mais evoluídos. Isto é falácia: A evolução se dá de indivíduo para prole, por pequenas mutações genéticas que são selecionadas pelo meio: Um único indivíduo não evolui infinitamente, muito menos depois da morte. Parece injusto que um ser que nasceu como genes ruins esteja fadado a ser varrido pelo meio sem jamais ter a chance de melhorar? É porque a justiça é um conceito humano, não natural. Se quisermos justiça, é melhor a implementarmos no aqui e agora.

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Cigarro vs. a cultura da produtividade máxima

fumando

Fumar foi proibido porque é improdutivo. Mas vamos com calma, não quero encorajar ninguém a fumar, eu mesmo abandonei este hábito ano passado.

Que o fumo traz incontáveis malefícios à saúde, todos já sabem. Mas não se engane, a razão pela qual o fumo foi proibido na maioria dos espaços públicos é porque ele dá lucro apenas para a indústria tabagista e mais ninguém. Fumantes fazem mais intervalos no trabalho, precisam de acomodações especiais, e ficam doentes com mais frequência, precisando de dias de folga e onerando o sistema de saúde. Uma das formas mais grotescas que eu já vi de humilhar um funcionário é fazê-lo usar um crachá escrito “em respeito ao cliente, não fumo em serviço”. Repeito ao cliente meu pau de óculos. Sem falar de todo o dinheiro gasto em cigarro que poderia ser gasto em outra coisa. Fumar é egoísta.

A ideia de legalizar a maconha só está ganhando tração porque a maconha é uma droga com potencial de vício relativamente baixo, e quando usada esporadicamente não faz muito mal. É muito mais fácil fumar um baseado por semana do que um cigarro de tabaco por semana. Mas eu sou obrigado a ser produtivo quase o tempo todo?

Sim. Desculpe, mas para o sistema você tem que ser uma perfeita máquina de produzir e consumir. Até mesmo o lazer deve ser produtivo, tanto que foi rebatizado de “tempo de qualidade” pelo pessoal dos recursos (des) humanos. Não pode mais ficar de barriga pro ar, não pode nem chegar em casa cansado do trabalho e descansar, tem que ir na academia ou praticar algum esporte lazer só é permitido se ajudar no seu crescimento pessoal e atingir as suas metas. Fazer amizades virou “fazer networking”. Criou-se o bicho papão chamado “ponto de conforto” para manter as pessoas permanentemente insatisfeitas. Cigarro só foi permitido enquanto não se sabia ele gerava improdutividade.

Se você é de esquerda deve estar adorando este texto. Lamento cortar o seu barato, mas a esquerda também adotou a lógica da
produtividade em tempo integral. Richard Stallman, famoso pai do software livre, e esquerdista convicto, fez um texto em seu site para criticar o jogo Pokémon Go (será o celular o novo cigarro?). Além das reclamações que eu já esperava dele – o jogo não é software livre e coleta dados do usuário – Stallman disse que “se tem algo que você quer mudar no mundo, você deveria estar fazendo isso ao invés desses hobbies”. A implicação é pior ainda: Não apenas eu tenho que ser um robô, produtivo e eficiente o tempo todo, mas eu tenho que fazer isso não para ganhar dinheiro para mim, mas pelo bem do mundo. Ah, vai catar coquinho.

E o cigarro, como fica nessa história toda? Não fica, é banido, e os fumantes condenados à vergonha, verdadeiros cidadãos de segunda classe. A ironia é que no tempo que fumar era um símbolo de rebeldia, um monte de gente fumava, inclusive os caretas. Hoje em dia fumar é de fato um ato de rebeldia, contraventor, e absolutamente individualista. Quem fuma não dá a mínima para o que a sociedade pensa de seus prazeres privados. Tirando é claro os fumantes arrependidos.

Confesso, uma boa parte do motivo de eu ter parado de fumar foi porque este hábito já estava me trazendo muito pouco prazer, perto de toda a inconveniência que me causava (o cérebro desenvolve tolerância à nicotina), mas saúde também foi um fator. Mas também não me tornei um desses ex-fumantes insuportáveis que viram evangelistas do anti-tabagismo, e tratam fumantes como seres inferiores. Sempre permiti o fumo na minha casa e no meu carro, por cortesia.

Eu entendo que se proíba o tabaco em certos lugares públicos para proteger a saúde das pessoas, mas às vezes isso é pura antipatia. Para que proibir de fumar num estacionamento aberto? Numa varanda? Ah é, porque não é produtivo.

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Todos Deveriam Votar?

Não.

O que é mais importante, garantir que todos possam votar ou que haja pessoas minimamente competentes no governo? Se é tão importante que todos “tenham o direito de escolher o próprio destino” (ou qualquer outro refrão motivacional brega que você quiser) por que não deixamos as crianças e os deficientes mentais graves votarem também?

Um fruto dessa ideologia burra de que o maior número possível de pessoas deveriam participar politicamente é a lei que permite votar a partir de 16 anos. A legislação é no mínimo incoerente: Entende que aos 16 anos você não tem maturidade sequer para optar por assistir um filme pornô, beber uma cerveja, ou trabalhar em período integral, mas está apto a fazer algo “ligeiramente” mais complicado como votar em uma eleição oficial. E tem muita gente que não aprendeu absolutamente nada de novo sobre política desde que eram crianças. Não que eu acho que as pessoas deveriam se sentir obrigadas a tal.

Também é fato que uma parcela considerável da população não gosta de votar e vai à urna por ser coagida a tal, algo que eu julgo moralmente abjeto. E mais, a ideia de que um voto de má-vontade é melhor que voto nenhum é realmente idiota. As pessoas que vão votar de má-vontade votam nulo ou votam em qualquer um, e assim nascem os candidatos pictóricos como Tiririca e Enéas Carneiro, no Brasil, e o grotesco Trump nos EUA (eu sei, lá o voto é opcional, mas também tem essa onda do “todos deveriam votar”, já entro nesse assunto). Na verdade, as propagandas eleitorais são nitidamente voltadas a pessoas que não entendem nada de política e vão escolher por critérios que não tem nada a ver com capacidade ou honestidade. Como você se sentiria se fosse ser operado por um médico que foi escolhido não por sua habilidade em cirurgias, mas foi eleito por uma turba de pessoas aleatórias, que vão escolher o médico mais bonito e que tem a melhor retórica? Pois é…

Não se engane, as democracias que hoje funcionam relativamente bem são aquelas em países com nível de educação bastante elevado (os EUA são um caso à parte). Mas dizer “é preciso mais educação para o povo” é algo tão pouco útil e elucidativo quanto dizer “foi porque deus quis” numa discussão sobre fenômenos naturais. Aí que eu vou ser mais radical: Não só votar deveria ser facultativo, deveria haver algum tipo de prova para quem deseja votar.

Não acho exagero. A nossa sociedade julga justo exigir exames para dirigir, possuir armas de fogo, ou qualquer outra coisa que exija um mínimo de “cabeça”. E por mais que a nossa democracia seja representativa (como tem que ser em qualquer lugar que seja maior que um vilarejo), delegar também é uma tarefa que exige comprometimento, e algum conhecimento da tarefa que se está delegando, bem como dos candidatos. Alguém que nem sabe quais são as funções dos políticos, e o que andam fazendo, deveria ter direito a voto? Mais uma vez, eu não acho que as pessoas deveriam ser obrigadas a se informar sobre essas coisas se não gostarem ou não tiverem tempo.

Sempre dizem “se você não vota, os outros vão escolher os políticos por você”. Pois é, mas se você entende pouco ou nada sobre política, estaria fazendo muito bem a si e à sociedade em deixar esta escolha para outros que entendem.

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Chega de enrolação

Ultimamente ouço muito conversas de política e ideologia, direita, esquerda, coxinha, petralha, isentão… Na boa gente, para com essa merda, isso tudo é mimimi.

Toda pessoa em sã consciência sabe que o único sistema político-econômico justo é o stalinismo anarco-capitalista. No stalinista anarco-capitalista as pessoas têm liberdade, só não pode libertinagem, tipo essas coisas de ficar imprimindo dinheiro. No estalinismo anarcocapitalista você é livre até pra desobedecer o mestre Estalin, contanto que aguente as marretadas depois. Mas claro, ninguém toma  marretada no Stacapstão sem ser coagido de livre vontade..

https://www.facebook.com/StalinismoAncap/

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Filosofia Bovina e a Loto

Desculpe o humor aqui, estive tentando instalar Mac OS num PC (propositalmente). Enfim,

A figura mais patética que já apareceu travestida de “filósofo” é Mário Sérgio Cortella. Sempre com seus eloquentes discursos para entregar a velha ladainha moralista redeglobense, pra deixar o povo quieto e bem comportado. Aliás, fica a dica, citar frases em latim gratuitamente é prova incontestável de mau-caratismo.

Mas como estou com pressa, pois preciso dormir, vou expor apenas uma de suas pérolas: O bilhete de loteria. Em um de seus patéticos livros de autoajuda para peão (existe outro tipo de autoajuda?) ele diz que a atitude de quem ganha na loteria e deseja “sumir” é  egoísta e condenável. Claro, sr. Cortella! No dia que eu ganhar na loteria, a primeira coisa que eu vou pensar é em como vou usar aquele dinheiro para atender as necessidades daquele meu parente do interior que só lembra que eu existo no natal! isso sem falar daquele meu colega de classe ou do trabalho que ficou fofocando pelas minhas costas o ano todo, esse vai ganhar até carro importado! E só um monstro esqueceria de deixar uma boa grana pro porteiro que normalmente só te diz “bom dia” sem nem olhar na sua cara!

Aliás, se algum dia ganhar na loteria, me avisa que eu passo o número da minha conta em Liechtenstein, assim você pode ser ético como manda o Cortella . Boa noite.

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