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Culpando a Vitima? – Parte 2

Eu lembro muito bem de uma ocasião em que uma grande parcela da assim chamada opinião pública transferiu a culpa do agressor para a vítima: Em Janeiro de 2015, quando terroristas armados entraram na redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo e fuzilaram chargistas. Não demorou para que o mau-caráter jornalista Glenn Greenwald escrevesse um artigo em algum jornaleco de esquerda culpando os chargistas do Charlie Hebdo por terem sido assassinados.

Mas seria um caso completamente diferente se ele tivesse, ao invés disso, se questionado se houve mesmo um atentado ou se tudo não passou de uma pegadinha armada pelos ousados humoristas franceses.

O que eu tenho ouvido as pessoas falando quanto à Beatriz, a suposta vítima de estupro do Rio de Janeiro, se enquadra mais ou menos no segundo caso, não culpando uma vítima, mas questionando a honestidade de uma suposta vítima, o que é totalmente legítimo quando existe possibilidade dela estar mentindo, e no caso do suposto estupro coletivo, a hipótese alternativa é bem plausível sim, doa a quem doer. É claro que todo mundo que mencionou a possibilidade de Beatriz estar mentindo foi logo taxado de machista, misógino e etc. pelas feministas radicais. Só que não é nada disso. Eu vivo num país em que todos tem presunção de inocência, aqueles que a menina apontou como sendo seus estupradores não são diferentes. O único que sem sombra de dúvidas será preso é aquele que se filmou acariciando a garota enquanto ela está dormindo/desmaiada na cama, em nossa definição jurídica muito ampla de estupro, isto é estupro, sem falar que ele espalhou um vídeo de uma menor de idade nua.

Ainda não computei se existe mesmo imparcialidade na imprensa, mas os veículos de imprensa, brasileira e internacional, não estão nem sequer tentando. Imagine que você é um americano leitor do The Guardian, ou The New York Times, abre o site e lê a notícia “Brazilian Girl Gang Raped in Rio Slums By 33 Man”, a primeira imagem que lhe virá a cabeça é de uma pobre menina andando na rua, na volta da escola, sendo abordada por traficantes, que a agarram e jogam numa van sem janelas, a levam para um cortiço onde ela é amarrada numa cama, e então eles se revezam em estuprá-la, um por vez. A escolha de palavras influencia muito. E lendo a notícia, a imagem mental não muda muito. A imprensa nem sempre fez assim. Mesmo no caso dos Nardoni, até o veredito eles só foram chamados de “supostos assassinos”. Só que depois do caso sair na mídia, começaram a surgir informações novas que mostraram que não foi bem assim… A internet não perdoa.

Primeiro, mesmo na reportagem da Record sobre o caso, Beatriz se atrapalha com alguns dados. Quando perguntada se foram 33 homens, ela confessa que não tem certeza dos números, ouviu alguns falando 35, 36, mas ela contou 28, quando acordou. Então o número de participantes do ato não é certo, apensar da mídia ter fixado o número em 33. Note também que ela disfarça o fato de que era usuária costumaz de drogas, dizendo que “devem ter drogado ela”. Aliás, por que exatamente alguém que acorda após ter sida estuprada coletivamente se preocuparia em contar quantos são? O jeito como ela chegou na tal casa, chamada “abatedouro”, também está deveras mal explicado, só que a pessoas daquela favela (não apenas a turma do bacanal) também têm voz e também tem como se manifestar. Todos disseram que ela entrou numa suruba porque quis. Inclusive, vazou um áudio dela mesma, na noite do suposto crime, dizendo que estava muito louca de bala (ecstasy) e que queria dar pra todos. Algo que, aliás, não era estranho para ela, algo que ela fazia muito. A tal Beatriz nem morava naquela favela, ia até lá com as próprias pernas e se “socializava” com os traficantes, o que fica bem claro nas fotografias que ela colocou nas redes sociais, segurando armas automáticas. E quando perguntada se ela ia à favela sempre, ela disse “algumas vezes”. Aliás, em seu perfil do Facebook (já deletado), ela se dizia “em um relacionamento sério com a boca inteira”. Estas informações não são irrelevantes. Elas indicam que é perfeitamente plausível ela ter feito uma suruba. Tudo isso precisa ser averiguado, e muita investigação precisa ser feita para definir quem fala a verdade e quem mente, só que as pessoas que queriam se sentir escandalizadas para ter um pretexto para levantar suas faixas e bandeiras, e dizer que todos os homens são monstros pervertidos, não têm paciência.

A maior hipocrisia desse caso foi ela ter dito que ficou chocada quando o primeiro delegado perguntou se ela já havia feito sexo grupal. Sendo que ela já fez! Este delegado não é tonto nem nada, sabe bem como é vida de malandro, e perguntou porque sabia que Beatriz podia estar mentindo. Certíssimo. Só que o chilique que ela e sua advogada (feminazista convicta) deram serviu para trocar o delegado do caso, pra uma delegada de uma delegacia especial que vai passar a mão na cabeça da menina ao invés de investigar o caso e apurar os fatos com imparcialidade, e já declarou à imprensa que tem certeza absoluta de que foi um estupro, algo totalmente inadequado a uma delegada, ela não é juíza, e se passou muito pouco tempo desde o ocorrido. Alguns sites por aí também já estão dizendo que tem as respostas para este suposto crime.

O exame de corpo de delito não confirmou se Beatriz foi estuprada, e os peritos disseram que não daria pra saber, porque já havia se transcorrido 5 dias. Cinco dias! Por que esperou tanto para procurar ajuda? Será o tempo que demorou para o infame vídeo chegar às mãos da família? Desculpe, mas é totalmente plausível que ela só tenha inventado a história do estupro porque tinha vergonha de admitir para a família que era uma devassa que gostava de um sexo grupal com bandidos. Tem mãe que é cega.

Há muito mais coisas estranhíssimas nesse caso (quem era o tal amigo que a “salvou” da casa com 33 traficantes estupradores? Cabia tanta gente na tal casa?) mas eu não quero me prolongar mais, acho que já fiz o meu ponto. Por favor, desconfie quando você ouvir algum sabichão dizendo que já tem certeza do que aconteceu, que está certo de que foi um estupro. Não esta, e vai demorar muito tempo para ser confirmada qualquer coisa.

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